Quando você vai com seus amigos naquele boteco em que a maioria das damas não pisam, o que você pede? A resposta, posso apostar, envolve ou cerveja ou cachaça. Eu, pelo menos, nunca fiz amigos bebendo leite. Nem refrigerante.

Mas a Coca-Cola quer ganhar os bares do Brasil e escolheu o futebol para chutar as portas desses estabelecimentos. Numa associação quase que básica de preferências nacionais - futebol e boteco -, colocou uma figura no mínimo simpática do esporte bretão para concorrer com Maradona. Quem foi melhor: Biro Biro ou o jogador argentino? Basta depositar suas tampinhas nas urnas e escolher.

Para ativar a brincadeira, mais brincadeira, e nas últimas semanas o embate ganhou as ruas do Rio de Janeiro. Argentinos arranhando um portunhol esquisito apurrinharam como de praxe os habituês dos botecos cariocas, sedentos por tampinhas e por vitória.

Biro Biro não deixou por menos, e com muito mais ginga e jogo de corpo, foi tête-à-tête convencer o eleitorado, percorrendo bares da Zona Sul da cidade. Acompanhado das Biro Birete (pronto! estava faltando mulher na fórmula!), distribuiu abraços e santinhos com as estatísticas que mostram porque ele merece a vitória.

As torcidas do Flamengo e do Botafogo também participaram da campanha pró-Biro Biro. Na decisão do Campeonato Carioca, no último domingo, no Maracanã, mostraram quem apóiam nessa batalha abrindo seus bandeirões gigantes em apoio ao ex-jogador brasileiro.

As agências responsáveis pelas ações são a Espalhe e a JWT.

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Viral está na moda. Todo mundo quer fazer um. É o blog do Tobias que publica suas gracinhas, o cachorro-quente do Antunes que quer vender mais e as empresas com suas agências de publicidade que não querem ficar de fora de toda essa nova fase da publicidade online.

Foi até mesmo criado um verbo para o ato de tornar algo conhecido na internet: “viralizar”. A receita parece fácil. Vamos pegar como exemplo um vídeo. Consiga uma câmera digital, pode ser de celular. Grave um vídeo contendo que você considere muito engraçado. Jogue no YouTube com palavras-chave fáceis de identificar com o conteúdo do vídeo. Divulgue para seus amigos no Orkut, email, msn e blogs. Fácil né? Até você ver que tudo isso não foi suficiente para sua idéia genial alcançar as proporções que imaginava.

Não é qualquer conteúdo que chama atenção na internet. E pra prender o internauta você tem segundos. Clicar naquele “x” vermelho no canto direito da tela é tão simples quanto clicar no link de uma página. Se algo não é suficientemente bom, relevante, legal, extraordinário para o público que você quer atingir, não tem jeito, você vai ser só mais uma dúzia de bites perdidos na rede.

Atenção

Quando tem uma marca envolvida a situação é ainda pior. É cada vez mais difícil você ter a atenção de alguém pra dizer que tal marca te ama, te faz bem, é legal. É por isso as atenções tem se voltado pra internet, um território livre, onde as pessoas estão trocando informações constantemente. E aí voltamos no tal viral. As empresas querem alguma coisa que se espalhe pela internet divulgando sua marca de alguma forma. Só que dessa vez não é o Tobias, nem o Antunes querendo fazer seu viralzinho.

É possível? Claro, a gente vê um monte de exemplo bom por aqui. O cuidado tem que ser redobrado. Você não pode correr o risco de desagradar alguém. Não precisa ser unânime, mas não pode deixar margens pra críticas sem que você possa contra argumentar de maneira amigável algum possível questionamento.

Por exemplo

O recém-publicado vídeo “Gordos” da DM9 para a Cia Atlética. Fizeram o vídeo com uma sacada criativa relacionada à lei Cidade Limpa, que proíbe a mídia exterior na cidade de São Paulo. Então pelo tamanho, pessoas obesas, com marcas estampadas na camisa poderiam ser consideradas esse tipo de mídia. Gravaram um vídeo, no estilo pegadinha, com dois atores se passando pela fiscalização da prefeitura dando multas para essas pessoas.

O vídeo que estava aqui foi retirado do You Tube no início da tarde de hoje (08/05).
Você pode conferir o vídeo nesta página não-oficial criada contra à ação. (09/05)

Ok, a sacada é muito boa, mas deixou uma margem enorme pra críticas.

A mensagem que o vídeo passa é a seguinte: “Meu filho, tu é um gordo, parece um outdoor, vai pra Cia Atlética resolver teu problema”. Alguns podem levar na esportiva, outros não. Nem todo mundo aceita ser ridicularizado que tirem sarro de suas características físicas. E na internet, não tem espaço para o “nem todo mundo”.

Como você vai explicar pra alguém que acusa o vídeo de ser preconceituoso e desrespeitoso? “Ah, é uma brincadeirinha gente, vamos ter um pouco de bom humor”.

A divisão de opiniões pode ser observada não só no You Tube, mas também no Update or Die (onde saiu primeiro) e nesse outro post aqui.

Sugestão?

1) Encontrar um argumento muito bom que convença do contrário as pessoas que se sentiram ofendida ou acharam de mal gosto.

2) Reconhecer o erro e tirar o vídeo do ar agora, antes que tenhamos que conjugar o verbo “viralizar” no passado, na 3a pessoa do singular.

Neste caso, fico com a 2.

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MBV - Web 2.0 em vídeos legendados

27 Abr 2008 Em: Web 2.0

Para participar do Movimento Blog Voluntário, resolvi compartilhar com vocês um achado. Os vídeos da Common Craft, dirigidos por Lee LeFever explicam de uma maneira muito simples e didática o funcionamento de diversas ferramentas da web2.0.

Web 2.0 refere-se a toda essa geração de serviços e ferramentas online que utilizam você como peça-chave para o funcionamento. Ou seja, eles só funcionam com a sua colaboração. É o que você vê no You Tube, Orkut, Flickr, Fotolog, Blogs, Delicious e por aí vai.

Abaixo uma compilação com os melhores vídeos para você não ter mais nenhuma dúvida com relação a isso. Mesmo se você já sabe os conceitos de cada um, vale a pena ver pela maneira didática que ele explica. Vai facilitar bastante para você explicar para um amigo o que é twitter, blogs, rss e etc.

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Um recente fenômeno da ciência popular e do potencial viral da internet - afinal, a experiência ganhou o YouTube com milhares de pessoas fazendo Coca-Colas explodirem pelo mundo - virou um bela ação de Pr Stunt numa praça da Bélgica.

1500 alunos, munidos de balinhas e garrafas de 2 litros do refrigerante, fizeram uma das imagens mais bizarras que eu vi nesse início de ano, excluindo aí as fotos de personalidades sem calcinha ou de padres voadores.

A ação acabou virando mais um recorde esdrúxulo e motivo para Coca-Cola e Mentos aparecerem na mídia. Um senso de oportunidade um pouco retardado, é verdade, mas mesmo assim elogiável: quando se pensa que um assunto já não pode ser mais esgotado, vem alguém - nesse caso, “vários alguéns” - e explode tudo pelos ares para reviver um hype de forma maximizada.

Dica do Marlon Tomio, via e-mail.

UPDATE 25/04: Depois do Cafa indagar-me sobre o autor da ação (e com mais tempo), fui atrás de informações. Nem precisei andar muito: encontrei esse vídeo que mostra claramente que a Mentos promoveu não só o stunt do post, mas também vários outros, em diversos lugares do mundo. Este vídeo abaixo foi gravado em 24 de maio de 2007, em Cincinnati, Ohio.

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Semana passada começou a circular mais um viral da Nike. Nele Kobe Bryant salta sobre um Aston Martin que vem em alta velocidade em sua direção.

Claro que o vídeo é fake. É a mesma fórmula do famoso viral do Ronaldinho Gaúcho. É verdade ou não é? E aí a notícia repercute aos 4 cantos do mundo. Em outra ocasião a dobradinha montadora de carros + Nike foi realizada com o craque Cristiano Ronaldo.

Curioso é que dessa vez a agência WTLA aproveitou a situação para desvendar o segredo do vídeo e se promover em cima disso. Pra fechar, uma piadinha inteligente, brincando com o já conhecido slogan da gigante Nike.

Vale também uma olhada no vídeo da tentativa que não deu certo. Hilário!

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