Venho percebendo ultimamente um burburinho sobre preços, alta, queda e promoções no Twitter. Cotações em tempo real, corrida para compra e todas essas coisas ligadas ao mercado financeiro. Bom, tem um pouco disso também, mas o comércio de que vou tratar aqui é, mais precisamente, de pessoas no Facebook.

O Friends for Sale é um jogo de estratégia dentro da citada redes social que funciona através de um aplicativo, graças à abertura das APIs, e promove a compra e a venda de pessoas, amigos ou não. Para entrar na onda é só adicionar o aplicativo ao seu perfil. Qualquer um pode comprar e ser comprado pelos outros subindo ou descendo na escala de preços e no conceito geral.

De início, o jogador define seus objetivos, então passa a buscá-los. Podem ser coisas fúteis como ter mais grana, ser mais popular, ou importantes como arranjar um namorado (a), montar um harém… enfim, são inúmeras possibilidades. O aplicativo também procura fortalecer a interação social entre seus adeptos. Falando um pouco no mercado nacional de”pets”, está difícil comprar famosos como as super-blogueiras do calendário da AXE Dani Koetz, Miriam Bottan e Marina Santa Helena. Os preços delas estão nas alturas e seus detentores cada vez mais felizes, ricos e populares.

Aparentemente, o FFS é um gamezinho bacana para fazer as pessoas passarem mais tempo no Facebook. Porém, se o analisarmos mais profundamente, percebemos que é totalmente baseado numa das mais cobiçadas motivações para ingressar em uma rede social: o status, tão discutido ultimamente no Twitter. Um dos principais atrativos explorados pelo jogo é a atenção que se recebe, é ser mais: o mais rico, o mais caro, o mais cobiçado, o que paga mais por “pet”. É altamente viciante e certamente fará o povo passar horas investindo na popularidade alheia e, conseqüentemente, na sua.

Quem quer se dar bem nesse novo mercado, precisa ficar atento às cotações, ao seu budget, ao preço dos amigos e à sede de fama, dinheiro e poder dos negociadores. E parece que os brasileiros finalmente arranjaram uma futilidade para o Facebook.