O assunto do momento na Web, quase superando o Vitor Fasano, é o novo e repentino lançamento do Google. O Lively é um mundo virtual, semelhante ao Second Life, desenvolvido nos 20% de tempo de ócio criativo dos funcionários. Os Comunicadores explicaram direitinho do que se trata, então vou ficar no questionamento: será que vinga?

Os mundos virtuais já existem há bastante tempo, e não são poucos. Porém, eles são bastante focados e geralmente ligados a jogos. Quando o Second Life estourou, lá nos idos de 2005, foi uma grande revolução. Ele parecia o mundo perfeito para qualquer um que quisesse “fugir da realidade” sem compromissos com desafios, batalhas e outros jogadores. Era cada um por si, vivendo do seu jeito, fazendo o que que bem entendesse - explicação simples e idealizada. Só que o Second Life tinha alguns “probleminhas”: a) o software precisava ser baixado no computador, e era pesado para as configurações de pessoas “normais”; b) era necessária muita banda para ele rodar satisfatoriamente. Esses fatores, acredito eu, foram decisivos para que muita gente cometesse suicídio, ou resolvesse nem nascer por lá.

Desde então, cavaleiros do apocalipse anunciam o fim do Second Life. Ainda há adeptos, mas seu número, depois de estagnar, passou a cair. Algumas profecias parecem estar se cumprindo.

Mas aí vem o Google e lança o Lively, dando início à sua atuação em mundos virtuais e surpreendendo muita gente, afinal, ele estaria desafiando uma tendência em declíneo. Há quem pregue que, por ser desenvolvido Google, a coisa já vem melhor. O Lively está em versão Beta e roda com vários poréns, como ser compatível apenas com Windows e Firefox ou IE. Mas já traz grandes baratos que o tornam mais acessível, e talvez atraente, que o SL.

Para começar, é necessário apenas baixar um plugin e o dito-cujo roda direto no browser. Nada de instalação de programa pra consumir espaço no HD. Por ser mais leve, também promete demandar menos banda. Em segundo lugar, qualquer um pode construir seu espaço totalmente personalizado com fotos do Picasa, vídeos do YouTube, músicas, entre outras possibilidades. Essa é uma das ênfases da desenvolvedora: conhecer um pouco do dono do ambiente pelas características que ele tem. Outra grande diferença em relação ao SL é que as salas podem ser disponibilizadas em blogs ou sites, futuramente em comunidades virtuais, gerando experiências diferenciadas tanto aos donos como aos freqüentadores destes espaços.

Acredito que estas características especial farão o Lively vai angariar uma população maior e mais ativa que o Second Life, já que as experiências são simplificadas e podem ser compartilhadas com outros usuários com mais facilidade. O negócio agora é ficar de olho para ver se a moda pega, e como será a corrida das empresas pelo seu lugar nesta nova extensão das redes sociais.