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Os produtos da Converse adornam os pés e cobrem os corpos dos mais cools e descolados do mundo inteiro - ou pelo menos daqueles que assim pretendem ser. Convenhamos: o tênis não é um primor do design, está longe de diferenciar-se pelo conforto e, há muito tempo, deixou de ter aquele custo benefício que inseria qualquer adolescente no mundo do consumo, apenas com um salário merreca de estagiário.
Acontece que a marca simplesmente conseguiu se posicionar na mente das pessoas assim, vendendo “um” produto que é aspiracional. Transformou-se em sinônimo de rebeldia, despretensão e um quê de “me curtir” despojado, mesmo apagando cem velinhas nesse ano.
A título de comparação bem superficial (bem superficial mesmo!) para o que de fato importa nesse post e vem na sequência, não faz muito a Rainha relançou uma linha de tênis e acessórios no melhor estilo retrô-moderno, investindo em anúncios, até muito bonitos visualmente, e um irrisório link na sua página principal que leva para uma tediosa loja virtual. Ou seja, bem distante de representar aquilo tudo o que o público que compraria esse produto almeja ser e é hoje. Principalmente quando refletimos sobre o que e como ele produz conteúdo, das coisas que ele lê, dos sites que ele, para manter o saudosismo, “navega”… e por aí vai.

Quer ser jovem mesmo, tipo descoladão? Crie duas dezenas de microsites com jogos, vídeos, fotos e links, podendo ou não fazer algum sentido para alguém e centralize tudo num endereço chamado toscamente de This is the Index Page. A criação das vinte urls tem a mesma pegada da proposta do material. Were the ones we have been waiting for, Kissing with Ross e, meu preferido, Chucks in Soda for a Week são exemplos. Todos, de alguma forma, introduzem a Converse no contexto, afinal, um pouco de sentido a todo esse emaranhado de links aparentemente isolados não faz mal a ninguém. Muito menos à marca.
No sense relevante estrategicamente criado e produzido como elo entre um público específico e uma marca. Sem contar o poder viral despido de “twitter”, “social media”, “widget” e outros. O que importa é que no fundo a Converse entende o que o seu target quer ser e como quer ser atingido, não apenas confia no taco de que seu produto será sempre admirado. Mesmo depois de 100 anos.
Pergunto-me quais serão os passos da marca nesse sentido nos próximos 200 anos.
Criação da Anomaly.
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Larissa Santiago
Julho 13th, 2008 às 12:43 am
ihhhh eu vô comprar um dessess!
:P