- Marketing viral, mídias sociais, inovação e tendências em publicidade online.

Demorou - sou chata demais pra escrever - mas saiu do forno o primeiro dia do Digital Age 2.0, com as impressões de uma marinheira de primeira viagem no evento. É realmente bastante assunto para um dia só. Para mim, algumas palestras poderiam ter durado muito mais e outras, bem menos. Na rodada da manhã, falaram Lawrence Lessig e Seth Godin.
Lessig abordou várias questões referentes ao direito autoral na Web. Importante da palestra dele: todos somos criminosos em potencial. Remixes e mashups que surgem da criatividade de quem habita a Web - e tem os meios de produção em mãos - são naturais, geram conversas com outras obras e incitam o surgimento de novos conteúdos. Porém, muitas vezes, por usarem elementos de obras comerciais, podem sofrer penalizações sérias por infração do direito autoral. Trazendo para a publicidade, esse conteúdo criativo muitas vezes acaba agregando valor às marcas (pelas histórias pessoais com produtos), mas são solenemente ignoradas em nome do copyright. Ele aponta a necessidade de entender a Web e adaptar a questão de direitos autorais para ela, uma plataforma diferente das outras porque, justamente, não é de mão única e permite uma interação diferente com os conteúdos lá presentes. Segurou super bem o público com um show de keynote. Só faltou mais tempo para as perguntas.
Godin, através de uma vídeoconferência, apresentou seu conceitos sobre marketing já consolidados nos seus livros e no blog. De forma enfática, lembrou que o verdadeiro marketing de um produto é ele mesmo. Se não existir um diferencial interessante que o venda, não é uma “gritaria” que operará a façanha. Lembrou todo mundo que o marketing é feito por toda a empresa, não por um departamento apenas. Que marketing está ligado à atitude: produtos não podem ficar no em cima do muro, têm que ser ou ser. Que as pessoas vivem emoções e histórias com os produtos. Que a cauda longa existe e que, se o consumidor tiver escolhas, escolherá. Que todos temos megafones e podemos provocar um grande estrago em uma marca. Finalmente, redes sociais são ouro para marcas que fazem algo interessante e que viram o assunto das pessoas (e não forçam isso). Aqui também faltou tempo para mais perguntas da platéia.
A tarde foi bem morna, mesmo com debates e mais gente interagindo. Começou com um painel do Martin Piombo, vice-presidente e gerente geral do Yahoo! Connected Life para a América Latina, seguido por um debate entre convidados sobre o papel do celular como ferramenta de interação, com foco especial no público brasileiro. Questionamentos como “seria o celular a próxima grande coisa”, no meu ponto de vista, estão atrasados. As coisas acontecem todas-ao-mesmo-tempo-e-agora, o celular já tem um papel importante na comunicação. O trunfo é a popularização do acesso à web através do aparelho, mas não adianta esperar por uma onda. O que importa é o presente, e não o futuro. Aliás, essa virou quase uma frase gasta hoje.
Depois, Suzana Apelbaum falou das coisas que não queríamos saber sobre internet, mas que na verdade todo mundo “desconfiava”. Internet é mídia de massa, mas com mais possibilidades de interação com o público. Apareceram as palavras habituais: relevância, envolver, engajar… De novo, digital é o que acontece agora, não o que vai acontecer daqui um mês. O debate com convidados levantou principalmente questões como métricas (”A taxa de clique é inimiga do Banner”), o quanto elas influenciam na criatividade e no risco de ações inovadoras, se elas são realmente importantes, se importam mais que as idéias. E ficou nesse ritmo.
No final mesmo teve show com The Twelves, que resolvi deixar para outro dia =)
Links que valem a pena: fotos do Fugita; comentários do Gilberto Jr.; anotações da Baunilha; palestras, painéis e afins no Youtube.
E daqui a pouco tem mais. Ufa!
Divulgue:
wondermarx
October 2nd, 2008 às 6:43 pm
http://br.youtube.com/watch?v=bK8J9x-3zGw