- Marketing viral, mídias sociais, inovação e tendências em publicidade online.

No período em que estive em São Paulo, pude conversar mais com Ariel e Joana. Em um desses papos surgiu o insight de que vivemos em um momento que toda comunicação quer ser viral. Cada vez mais me convenço disso, mas ao mesmo tempo me pergunto se isso é tão inédito assim.
Sabemos que um viral se caracteriza pela propagação de uma mensagem através do boca-a-boca. A mensagem interessa tanto a quem recebe, que naturalmente ela é passada adiante. O segredo então não está no quanto você divulga, mas na força do conteúdo que você criou.
Logo, para criar um viral não basta ter uma idéia criativa. Tem que surpreender, ser inédito, causar impacto. E não tem como adivinhar se o que você considera genial vai impressionar tanto quem você quer ao ponto de ele querer falar para os outros.
As agências sempre buscaram a melhor idéia. Aquele anúncio sensacional, o comercial de tv engraçadinho, um jingle que caísse na boca do povão. Veio o marketing de guerrilha pra ajudar a criar fatos inusitados envolvendo marcas e gerar mídia espontânea. E claro, com a proliferação de milhares de ferramentas sociais na internet, aumentou a conversação na rede, a geração de conteúdo e a busca incessante por virar o assunto do momento chegou à internet.
O marketing viral surgiu como uma solução para fazer essas idéias chegarem até um grupo, sem a necessidade de pagar milhões em mídia para a divulgação. Só que o conceito de viral nunca mudou, apenas a forma de chegar até o público para estimular o boca-a-boca.
Com tamanha popularização, o termo “viral” passou a ser usado para descrever toda tentativa (frustrada ou não) de fazer uma idéia ter sucesso na rede. E com a imensa quantidade de marcas querendo chamar a atenção, está cada vez mais difícil emplacar um viral. Em outras palavras, por melhor que seja sua idéia, não está fácil impressionar quem você quer.
Se viral é uma boa idéia que consegue gerar boca-a-boca, então seria este apenas um termo criado para descrever algo que já acontece há muito tempo? Tenho cada vez mais convicção disso, mas conto com vocês nos comentários para saber o que pensam a respeito.
Divulgue:
Neto Macedo
November 17th, 2008 às 7:54 am
Acho que desde os primórdios da propaganda criativa os caras já pensavam em fazer aquela propaganda que fosse tão boa, mas tão boa, que as pessoas quisessem levar ela adiante e comentar com os amigos.
Isso acontece todos os dias. Até amigos meus que nem trabalham com propaganda comentam. Exemplo, aquela nova propaganda do AXE seco. Já vieram uns 3 comentar comigo o quanto ela é engraçada.
O cara que trabalha com propaganda sabe que essas coisas acontece. E viralizar uma propaganda sempre é bom, quando esse buzz é gerado por aspectos positivos do comercial.
Tenho certeza que lá em 1960 William Bernbach já criava pensando em transformar seu anúncio em um viral.
tiago jaime machado
November 17th, 2008 às 7:56 am
Concordo com tudo.
O que acontece é que até o então o boca-a-boca era desejado e não planejado ;) e agora ele é muiiito mais desejado, até por quem não sabe planjear :)
hehee.
abraço.
precisamos marcar um chopp.
Tiago Moralles
November 17th, 2008 às 8:35 am
Como diria Goebbels “A igreja só existe até hoje porque repete a mesma coisa a 2 mil anos”.
Acho que além da idéia original, uma lembrança também é feita pelo seu baixo poder de latência.
Assim como o viral tem sua lebrança pela ousadia e agilidade de proliferação.
Edney Souza
November 17th, 2008 às 9:19 am
A Arca de Noé inclusive foi o primeiro viral fracassado, ninguém acreditou que o mundo seria inundado :P
Secco
November 17th, 2008 às 9:44 am
Neste fim de semana recebi um guru em minha casa. Ele tem 6 anos de idade. Aprendi muitas coisas com ele sobre internet, publicidade, SEO e games.
O que um viral tem a ver com isso? Pra ele banner na internet é vírus. O resto já dá para a gente imaginar, né?
Vou narrar a minha experiência com ele logo mais no Bitpapo. Mas ficou claro para mim que publicidade é virus ou viral. Ou seja, ou é uma bosta que nos toma tempo e faz mal ou é algo divertido, leve e bacana que a gente tem vontade de dividir com as pessoas.
Certamente que o viral que andam tentando fazer por aí não passa de um vírus de quinta categoria. São poucos os que nos pegam pela qualidade. A maioria é espalhado pela bizarrice.
Bernardo Guimaraes
November 17th, 2008 às 10:10 am
Concordo com vocÊ Rafael, no fundo o viral é o mesmo boca a boca de antigamente.
Mas com algumsas diferenças, o meio onde este boc a boca se propaga, a velocidade,etc…
As caracteristicas proprias da net diferenciam um pouco, digo um pouco, o viral de hoje do viral de ontem.
Abraços!
Leonardo
November 17th, 2008 às 10:46 am
Meu professor de criação sempre disse isso nas aulas. O objetivo sempre foi e ainda é o mesmo, apenas as ferramentas mudaram ou evoluíram. A popularização das redes sociais é um exemplo.
Bruno Delfino
November 17th, 2008 às 11:47 am
Concordo com você. Não tem como fazer um viral, e sim um conteúdo bom o bastante que seja viralizado.
3 exemplos bem recentes disso:
-The Real Photoshop
-Novo site da Sprint
-Vídeo do Excel do AC/DC
Ainda tem muita gente que não sabe disso e vem com umas idéias malucas.
;)
Abs
Marcelo coelho
November 17th, 2008 às 1:23 pm
Rafael,
Os termos sempre mudam. Existe sempre o nome da moda: Guerrilha, mídias sociais… Mas a essência é sempre a mesma: Comunicação.
Se um dia a propaganda era quem gerava a conversa de boteco, hoje a internet está fazendo isso. Como diz Al ries e Jack Trout no livro Marketing de Guerra “Se ontem a principal arma era a televisão, hoje é a internet.” Se antes a gente usava o termo boca-a-boca, hoje usamos o termo “geek” viral.
abs,
Alguns dos temas da palestra
November 18th, 2008 às 12:10 pm
[...] O que cojones é viral? Viral não é videozinho na internet. Viral é o que a Xuxa chamava de xuxexo. E esta página aí é o melhor lugar em língua portuguesa pra entender o que é viral. [...]