No período em que estive em São Paulo, pude conversar mais com Ariel e Joana. Em um desses papos surgiu o insight de que vivemos em um momento que toda comunicação quer ser viral. Cada vez mais me convenço disso, mas ao mesmo tempo me pergunto se isso é tão inédito assim.

O tal do “viral”

Sabemos que um viral se caracteriza pela propagação de uma mensagem através do boca-a-boca. A mensagem interessa tanto a quem recebe, que naturalmente ela é passada adiante. O segredo então não está no quanto você divulga, mas na força do conteúdo que você criou.

Logo, para criar um viral não basta ter uma idéia criativa. Tem que surpreender, ser inédito, causar impacto. E não tem como adivinhar se o que você considera genial vai impressionar tanto quem você quer ao ponto de ele querer falar para os outros.

Não foi sempre assim?

As agências sempre buscaram a melhor idéia. Aquele anúncio sensacional, o comercial de tv engraçadinho, um jingle que caísse na boca do povão. Veio o marketing de guerrilha pra ajudar a criar fatos inusitados envolvendo marcas e gerar mídia espontânea. E claro, com a proliferação de milhares de ferramentas sociais na internet, aumentou a conversação na rede, a geração de conteúdo e a busca incessante por virar o assunto do momento chegou à internet.

O marketing viral surgiu como uma solução para fazer essas idéias chegarem até um grupo, sem a necessidade de pagar milhões em mídia para a divulgação. Só que o conceito de viral nunca mudou, apenas a forma de chegar até o público para estimular o boca-a-boca.

Com tamanha popularização, o termo “viral” passou a ser usado para descrever toda tentativa (frustrada ou não) de fazer uma idéia ter sucesso na rede. E com a imensa quantidade de marcas querendo chamar a atenção, está cada vez mais difícil emplacar um viral. Em outras palavras, por melhor que seja sua idéia, não está fácil impressionar quem você quer.

Apenas um termo?

Se viral é uma boa idéia que consegue gerar boca-a-boca, então seria este apenas um termo criado para descrever algo que já acontece há muito tempo? Tenho cada vez mais convicção disso, mas conto com vocês nos comentários para saber o que pensam a respeito.