
Duas notícias ganharam atenção no meu reader há alguns dias. A punição que o Google americano deu ao Google japonês por pagar blogueiros por propaganda e o boato de que o Twitter começaria a cobrar por contas corporativas.
Prato cheio para alimentar a recorrente reflexão sobre redes sociais e propaganda.
Discute-se muito sobre utilizar as ferramentas proporcionadas pela web 2.0 como canais de interação e relacionamento com as pessoas ao invés de um canal de via única, como faz a propaganda.
Mas cabe aí outro questionamento.
A sociedade foi moldada à propaganda. Ela está presente há tantos anos que as pessoas estão acostumadas a ela. Mesmo com as pesquisas apontando que sua credibilidade cai gradativamente, ela tem história suficiente para fazer com que a grande massa compreenda, e de certa forma espere, que quando uma marca tiver algo a dizer, ela compre espaço publicitário. Faça propaganda.
Essa mesma massa, quando começa a usar a web com maior frequencia, é fascinada pelas ferramentas de uso pessoal que permitem interação e relacionamento, como o big shot brasileiro Orkut.
Natural que o processo de transição entre via única e via dupla de comunicação ocorra.
Mas se até a gigante Google ainda tem que repreender práticas de propaganda visando resultados a curto prazo, qual é a fina linha que divide a utopia de que a comunicação na web pode apoiar-se em relações públicas e a descrença de que o cenário brasileiro levará décadas para reverter esse comportamento imposto pelo costume?









Um Google penalizando o outro é, no mínimo, bizarro.
Talvez eu só tenha opinião sobre uma parte desse assunto: as redes sociais e blogs fizeram com que todo mundo possa negociar com todo mundo. Ou seja, tanto faz se eu sou empresa, ou se eu sou um blogueiro. Todos nós podemos negociar. A empresa X vende o produto Y, e eu vendo conteúdo, ou falo bem de algo que gosto. Relacionamento. Acho que toda forma de se relacionar será possível, e alguém vai ter que inventar uma forma de monetizar esta troca… =)
Rafael, o que move a propaganda é a magia. Só que os canais tradicionais já esgotaram a possibilidade de uma comunicação fantasiosa como sempre a propaganda foi. Veja consigo mesmo, você não acha as campanhas atuais (em mídia tradicional) muito sem graça? Na minha opinião, essa magia transferiu-se para a internet. Eu não vivi aquela época, mas imagino que o início da TV, ou antes do Rádio, deve ter sido a mesma coisa. Um exemplo disso é quando participo de cursos ou eventos sobre web e vejo um monte de gente entusiasta, que não questiona nada. Ou seja, a web é TUDO. Isso é a magia. Só que a novela na internet se faz de outra maneira….
A magia da internet está mudando…
Com certeza, Danilo. Ou melhor, o que diferencia a web do broadcast é justamente essa dinâmica, essa mutação ou transformação constante.
Chegando pra fazer o sabe de melhor, por fogo nas discussões sociais.
Cara, fora isso, o que o futuro revela para essa propaganda on-line ainda em fase de pré-adolescência?
Tiago, todo mundo gosta de ouvir uma boa história e não precisa ser nova. Sabe aquele cara engraçado que conta uma piada que você já ouviu e mesmo assim você ri? Propaganda é isso, online ou offline. No passado, presente ou futuro. O que a turma na web quebra a cabeça é com isso: contar uma boa história. Como é uma mídia pré-adolescente como você diz, qualquer blá-blá-blá vira uma tempestade. Mas ela vem crescendo e a história vai ter que ser outra. De gente grande, mais madura e chata.
Moreno é o cara!
Eu estou contando, aqui, já foram três tiros nos pés. Eu me pergunto, será que a Google não poderia ter resolvido este problema internamente, não.
Qual a Empresa que faria isso? Será que, realmente, a Google acha que isto aumentará sua credibilidade?
Uma coisa é certa, o último artigo que eu li sobre publicidade on line, naõ incluía a rede social, o que eu achei um erro ínaceitável, já que o artigo era de um profissional conhecido.