Na mesma semana que o Rafa Amaral abordou a utilização da mentira como estratégia dentro das mídias sociais, um vídeo atraiu a curiosidade de milhares de brasileiros. Nele Rafinha Bastos e Marco Luque brigam feio em uma das gravações feitas em Buenos Aires.
O assunto correu os principais veículos de comunicação e, claro, blogs e redes sociais na internet. O vídeo beira as 100 mil visualizações e gerou desconfiança de quem viu as cenas. É só analisar os comentários no You Tube.
A maioria entendeu a brincadeira e já sacou que era “fake”, falso, enfim, mais uma brincadeirinha do CQC. Muitos até fazem análises mostrando diversas evidências de que aquilo era um viral.
Com tamanha repercussão instantânea, Marcelo Tas tratou de esclarecer alguns dias depois que o vídeo fazia parte da estratégia de lançamento da nova temporada do programa. As imagens, que seriam exibidas na Band, teriam vazado na internet antes da hora.
Faz parte de uma sequência que preparamos para a volta do CQC. Só que o vazamento do videozinho gerou, a meu ver, excitação e polêmica desproporcionais à sua importância. Gente indignada se dizendo “enganada”, acusando o video de ser um “viral”. Juro, eu não sabia que “viral” tinha virado palavrão. Para mim “viral” é simplesmente o nome de uma forma de espalhar uma mensagem pela rede. Mas, que fique bem claro: este não é o caso do videozinho, que é, repito, parte de uma cena de ficção para a reestréia do programa, no próximo dia 9, na Band.
A polêmica mostra que muita gente se sente ofendida quando um viral tenta se passar por verdade.
Mesmo o CQC, programa de humor onde o público já é acostumado a piadas e brincadeiras, não fugiu das críticas de parte do público que se sente enganado.
Só que mesmo assim, nesse caso, o saldo foi positivo. É raro um vídeo brasileiro alcançar em menos de 1 semana quase 100 mil visualizações. E o CQC cumpriu o seu papel. Fez humor com uma pegadinha sensacional em um meio onde boa parte do seu público está, a internet. Tudo para relembrar que o CQC volta ao ar hoje na televisão.
No caso do CQC tudo bem, foi uma piada, eles ganham pra isso. Já as marcas têm evitado essas polêmicas e observamos que o investimento é mais focado em estratégias de relacionamento com o público online. Lembram quantas mentirinhas surgiam para chamar a atenção e acabavam sendo um tiro pela culatra?
Ponto para o CQC que soube utilizar essa estratégia de maneira inteligente e um alerta para quem ainda pensa em se promover dessa forma.
Um adendo: Muita gente pensa que “viral” é uma mentirinha (geralmente em vídeo) para chamar a atenção das pessoas. Só que vai muito além disso.









As pessoas acharem que um “viral” é um vídeo-mentirinha, tosco e/ou ruim é mais ou menos o que eu chamava de “Síndrome do Fake”. Em muitos vídeos (virais ou não) publicados há sempre uma correria de usuários para comentar se é ou não fake, mas não apenas isto, brigam uns com os outros para dizer se aquele ou outro vídeo é fake e se está os enganando, sendo um “viral”. Enfim…
CQC eh phodaaa hehe estudo administração e eles sabem muitoo bem o uso do marketing. inclusive o viral!
Olá Ziggy,
Realmente essas campanhas de “mentirinha” funcionam muito bem, em especial no Brasil onde o povo adora uma intriga.
Abraço,
Rodrigo Rockenbach
poisé, o vídeo realmente funcionou como um “viral” e foi divulgado por blogs e sites. Mãããs… o primeiro vídeo a princípio só causa uma DESCONFIANÇA com a real relação entre os apresentadores. eu não percebi nenhum blog postando o segundo vídeo, que esclarece a história toda e mostra que tudo não passou de uma brincadeira (a não ser o blog do marcelo tas — me corrijam se eu estiver enganado). esse vídeo teve “só” 22 mil visualizações, enquanto o primeiro vídeo que só traz idéias ruins, foi visualizado MAIS DE 100 mil vezes (sem contar os “clones” republicados do vídeo). isso foi realmente bom para o CQC? pelas minhas contas, umas 78 mil pessoas NÃO VISUALIZARAM o vídeo que explica tudo e CONTINUAM com a dúvida sobre os apresentadores.
o que vocês acham disso? hã?
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P.S.: cqc é demais
“No caso do CQC tudo bem, foi uma piada, eles ganham pra isso. Já as marcas têm evitado essas polêmicas e observamos que o investimento é mais focado em estratégias de relacionamento com o público online.”
Falou tudo.
Sinceridade……….Depois do comentário do Rafinha em relação a morte daquela atriz, pra mim ele morreu.