Antes de todo o barulho que mexeu com umbigos sobre a Telefônica e a campanha no Twitter do Marcelo Tas, um filme da TIM, feito para tv, gerou certo burburinho na web.

Imagem de Amostra do You Tube

A repercussão começou quando a TIM resolveu colocar o vídeo em seu canal no YouTube, prática que várias agências estão adotando, e os 132 comentários atingiram extremos.

De um lado, a galera que adorou a mensagem do filme, que termina com: e toda banda larga será inútil se a mente or estreita.

De outro, o pessoal que tem problemas com os serviços da operadora, respondendo: não adianta ter propaganda larga se a banda é estreita.

O bla bla bla se prolongou pelo twitter, aumentando ainda mais os views e comentários do vídeo e novamente dividindo opiniões.

Moral da história? Nenhuma. Mas acho que a gente consegue analisar uma coisa muito bacana com esse exemplo.

Trazendo para o YouTube o filme da tv, as impressões das pessoas nas ruas vêm para a web também. Mas acontece uma coisa muito mais interessante, que é o confronto maior de opiniões. Explico.

Você vê o filme na tv, gosta, comenta com o amigo na padaria, ele não gosta. Ponto.

Você vê o filme no youtube, gosta, comenta e encontra um punhado de opinião contrária. Vê uma porção de argumentos e fatos que você e seu amigo da padaria não conheciam.

A riqueza de informação para formação de opinião sobre marca é muito maior e rápida. São os dois lados da moeda sentando ao seu lado na expressão mesa de bar.

Isso gera uma massa mais crítica de pessoas. Não porque o comportamento delas foi influenciado por alguma revolução, mas simplesmente porque ela teve fácil acesso a informações que antes, digamos, precisavam de um caminho mais tortuoso.

O papel maquiador que a tv permitia não tem jogo fácil na web. Realmente, alguma coisa está acontecendo. E fica a pergunta:

A emoção dá uma chance quando a razão prega o contrário? O xaveco pega ou fica só no encanto?

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