Há dois anos um fenômeno chamado Paul Potts invadiu os lares britânicos e no dia seguinte mundiais. Paul participou do “Britain’s got Talent”, um programa de TV que descobre talentos inexplorados.
Ele chegou desacreditado, como mais um possível personagem bizarro do programa. Só que aí veio o susto, Paul Potts cantou de forma extraordinária a canção Nessun Dorma e se classificou para a próxima fase. E mais, venceu a edição 2007 do programa, gravou dois cds e contra todas as previsões iniciais tornou-se um sucesso.
Um ano depois, a T-Mobile alemã pegou carona nesse sucesso e utilizou o vídeo em um comercial onde mostra a reação de desdenho e surpresa de quem vê a cena.
“A vida nos proporciona momentos extraordinários. A beleza disso é poder compartilhar.”
Dois anos depois surge Susan Boyle. A simpática e bem-humorada senhora de 47 anos já segue os mesmos passos de Paul Potts. Entrou desacreditada, com muitos da platéia desdenhando e deu show. Somando todos os vídeos publicados, são mais de 4 milhões de visualizações em menos de uma semana. Susan já ganhou até, acreditem, fã-clube com site.
Susan e Paul são a prova que nem só de gracinhas vive um viral. A superação é uma outra forma de surpreender e emocionar as pessoas em torno de uma causa. Só que da mesma forma que acontece com os vídeos engraçadinhos, se for forçado, não vinga.










É engraçado como dá uma vontade incrivelmente natural de mostrar os vídeos pra todo mundo…. Muito bacana a reflexão.
Adorei o post! Um insight muito bacana sobre virais. No fundo, a gente quer mesmo uma emoção autêntica.
Menos ‘virais’ e ‘internê’, mais sociologia e sensibilidade. ;)
Realmente. A fórmula se repete, mas a emoção continua autêntica. Bem bacana o post.
Uma vez eu perguntei para o Tas: “O que faz uma pessoa comum tornar-se uma celebridade da Internet?”
A resposta dele, apesar de singela, foi densa em conteúdo:
“Você precisa tocar o coração das pessoas”.
E é bem isso.
Susan Boyle, o dia nem tinha começado pra mim, e meus olhos ainda sensíveis a luz fitaram aquela moça de 47 anos, que pareciam ser alguns mais, desempregada, sem namorado, de pé dizendo que ia cantar.A platéia riu debochada desdenhando de sua aparência, de sua idade maior do que a maioria dos calouros, pensavam que ela era só mais uma daquelas “freaks”, que é a palavra em inglês usada para humilhar as pessoas, para chamá-las de estranhas, de aberração, de anormais.É a miopia emocional humana que ao ver aquela moça simples soltou um murmúrio de incredulidade que percorreu friamente todo o auditório .Mas quando ela cantou “I dreamed a dream” do musical “Les miserables” todos ficaram arrebatados…e eu, eu chorava muito, porque vi ali tantas, tantas pessoas, sonhadoras, tantas mulheres que merecem amar e vencer…eu vi nela o símbolo verdadeiro do que é ser um ser humano…. quando estamos falando de arte, e de sobrevivência, o ser humano pode tudo.Meu Deus como eu chorava de soluçar. Ao fim da canção eu estava até meio fora de mim, ouvi o jurado dizendo “Quando você entrou aqui, todos riram; agora ninguém mais está rindo. Estamos todos impressionados”.
Há dez tem como companheiro apenas seu gato “Peebles”. Nunca teve namorado, não era socialmente aceita no colégio. Caçula de uma família de nove irmãos, Susan nasceu de um parto complicado em que sofreu falta de oxigenação, deixando-a com uma grave sequela: dificuldades de aprendizado. Por conta disso, tornou-se alvo de chacotas e brincadeiras maldosas de outras crianças quando frequentava a escola. Cresceu, envelheceu e teve na música o seu único alento na vida. Porém, com problemas de auto-estima, nunca apostou em seu talento natural. Inscreveu-se, enfim, para participar do programa dois anos após a morte de Bridget, sua mãe, em 2007. Ela era fã do programa e dizia que, se um dia Susan fizesse sua inscrição no reality show, seria vencedora. Disse Boyle: “Eu nunca acreditei que era boa o suficiente. Foi só após a morte de minha mãe que tomei coragem para fazer minha inscrição. Foram tempos difíceis, sofri de depressão e ansiedade. Mas após a escuridão vem a luz. Queria que minha mãe tivesse orgulho de mim, e a única maneira de fazer isso foi correndo o risco de participar do show”
Obrigado Deus por me dar um coração sensível, e um sentimento que me acompanha desde tempos imemoriáveis no espírito, nesse momento minha alma brilha, minha alma brilha, minha alma brilha……
Cara, muito obrigado por esta pérola!
Vc sabe o quanto te admiro e sem dúvida nenhuma não teríamos esta reflexão sem a percepção que vc trouxe.
A Susan Boyle é a exata prova de que tudo é possível, tudo, desde que seja feito com amor e simplicidade.
São 21:35 e este post, e claro, os vídeos, fizeram a diferença hoje.
Grande abraço!
[...] para terminar, já que estamos falando de música – e de emoção – vá até o SimViral para ler, ver e ouvir sobre a pérola da Susan Boyle, vale muito a pena!!! Gostou? Então Salve e [...]
Perfeita colocação, mas se for forçar, como fazem os virais engraçadinhos, não vai emocionar e não vai viralizar
Nem só de humor, nem só de emoção e nem só de drama vive um viral, em minha opinião, Ziggy. Independente do gênero, as pessoas se sentirão motivadas a repassarem uma informação – seja ela um texto, um vídeo ou uma corrente – caso a mesma impressione muito o impactado de alguma forma.
Temos uma tendência natural a achar que viral é sinônimo de humor por conta da quantidade de peças produzidas nesse gênero. E é oportuno o seu post para mostrar aos profissionais que trabalham com essa ferramenta que não existem receitas de bolo para se construir um viral de sucesso.
Abs.
@tnascimento
[...] Britain’s got Talent mostra que nem só de humor vive um viral (SimViral) [...]
Certamente não são só as situações cômicas que viralizam. Histórias também, e nesse caso temos um belo conto de fadas real.
Quem não tem algum tipo de dificuldade e já sonhou em quebrar tudo como a Susan Boyle? Ela é uma personagem com a qual todos nós temos facilidade de projeção. Ela luta contra o preconceito, e no final todo o mundo está transformado.
É a estrutura de qualquer boa história, algo tão importante quanto o sono e o oxigênio para nós, seres humanos. ;)
Mais uma prova de que atrás, na frente, ao lado de toda esta tecnologia está a pessoa. Com suas emoções e coração.
Olha só! Eu acho bacana esse lado de mostrar que viral não é só babaquice, coisas que realmente fzem você rir. Na verdade até faz sentido as coisas boas, engraçadas, as vezes até mesmo engraçadas de tão ruins que são que fazem você querer mandar, mostrar pro outro…
Recentemente fui a umas palestras no Google, escritórios Google Brasil e até questionei quanto à viralização, como elas acontecem.
Exemplifiquei o famoso caso do, com o perdão da expressão kkk, VAI TOMAR NO CÚ. Diz-que-diz, ai fui inocente, estava fazendo um som em casa… e isso isso isso…explicou a pobre moça, ex-shop tour, dse dizendo vítima do sucesso…oh! que infeliz! ela não reclamava, apenas mostrava o quão inocente era. Eu não acredito. Assim como Maria Rita dizia que não tinha nada a ver com Elis, e tinha, só que a mãe sendo exemplar única que nem a filha consegue copiar. Digo isso mesmo gostando do trabalho da filha, mas convenhamos, até os encartes do primeiro CD, eram total Elis.
Agora, quanto as estes vídeos, já tinha visto o da Sra., o do moço terei de ver mais tarde, de casa, do serviço não dá…já basta estar aqui comentando, né kkk.
Eu fiz 10 anos de Coral, mas acredita que não consegui me emocionar??
A história em si seria linda e eu, particularmente, não faria a cara que o próprio júri fez, primeiramente de nojo, depois de ‘desculpa, errei feio!’. O negócio é que me pergunto se não é montagem, sabe? Pq hoje em dia pra vc pegar um vídeo e colocar outra voz em cima, eu não sei, mais temmuito profissional que sabe fazer isso.
Reforço, se me disserem, não Sheyna, isso é verdade, não é montagem, aí sim posso me emocionar a vontade.
E olha que sou pisciana, e nos emocionamos mais fácil do que não sei o quê…
De qualquer forma vale lembrar um vídeo chamado Kiss… ele viralizou e é uma triste e emocionante história de amor e doação de órgãos.
abs
muito bem “lembrado” que não é só de humor q vive um viral!
também existem outras emoções a serem atingidas!!!
ABRAÇ
Pra mim Susan Boyle é um viral. Simon explica ;)
Meu nome é Fernanda, estudante de comunicação da PUC, estou realizando um trabalho de monografia sobre o Hidrotonico i9 da Coca – Cola. Gostaria de fazer uma entrevista com você. Pode ser através do msn? Quando é melhor dia? Pode ser segunda? Obrigada.
Há (passado) / Atrás (passado)
portanto: “há” dois anos “atrás” é redundante
escreve-se:
“há dois anos….” ou “dois anos atrás….”
Abs!
Obrigado, Henrique! Tá corrigido.
[...] o site SimViral do meu colega Ziggy e, não surpreendentemente, o assunto já havia sido tratado lá. Aliás, o post que está lá [...]
Ola,
Sou aluna de Adm da FAAP e estou realizando uma pesquisa para a minha monografia. Gostaria muito de poder contar com a ajuda do blog para divulgar e responder a minha pesquisa, é sobre Mkt de Experiências!
http://spreadsheets.google.com/viewform?hl=en&formkey=cE01NU1BLW1XZzdIcHFrLXhWcFRxUnc6MA..
Muito Obrigada!
Amanda
O site acabou?????
?
acho o case susan boyle forçadíssimo. de autêntico não tem nada. Esse tal paul é a prova.