Na madrugada do dia 22 de junho a LiveAd foi a primeira agência a trazer para o Brasil um Leão (e dourado) no Festival de Cannes desse ano, na estreante categoria PR. Depois das comemorações e da poeira do festival baixar, conseguimos puxar Mauro Silva, Gestor Criativo da agência e um dos responsáveis pelo projeto Mil Casmurros, para umas perguntinhas sobre a ação, o prêmio e o futuro da LiveAd com o primeiro Leão enfeitando a agência.
Para quem ainda não conhece o case:
http://www.vimeo.com/4198870Como foi enfrentar o desafio de tornar atrativo um produto de uma mídia que perde cada vez mais impacto entre os jovens? Como você vê a dita “velha mídia” se propondo a inovar em novos canais?
Antes de responder quero colocar um ponto de vista: existe sim uma perda de interesse na TV aberta pelos jovens, mas ao mesmo tempo está existindo uma aceleração nas adaptações dela pra nova realidade de convergência com internet. Pensando nessa evolução eu vejo um quadro positivo para os geradores de conteúdo em vídeo, pois acredito que existe uma complementariedade muito positiva entre as duas tecnologias e uma convergência muito sadia entre seus conteúdos.
Quando a gente começou a trabalhar nesse projeto a gente sabia que o desafio seria grande justamente por ver a necessidade de vencer essa visão geral de que a Globo representa a “velha mídia” e que não está preparada pra inovar nos novos canais. Esse desafio foi levado tão a sério quanto a intenção de gerar interesse pela minissérie e pela literatura em si. Colocamos como objetivo fazer o início da mudança dessa visão antiquada, pra que a Globo começasse a ser vista como uma empresa capaz de inovar também na internet. O resultado está bem descrito no case e vemos que cada vez mais se dissemina a idéia de que a Globo está andando na direção da excelência também no meio digital.
Uma grande surpresa e satisfação que tive de trabalhar no projeto foi observar que a postura da Globo, como cliente, foi muito contemporânea. A visão deles foi fundamental pro projeto ganhar a proporção que alcançou. Eles estão de parabéns.
Qual a importância de um prêmio em PR, ganho por uma agência e não uma empresa de assessoria de imprensa ou Relações Públicas?
Acho que a importância maior está em ver que existe um modelo novo de comunicação baseado em soluções que abrem diálogos sinceros e se abastecem de todas as expressões criativas disponíveis para chegar em objetivos. Acho que, na essência, não existem tantas diferenças assim entre essas empresas. E se ainda existem, acho que tendem a diminuir. Afinal o que a gente faz é comunicação. No nosso caso, por sermos uma agência de inovação em comunicação, foi natural buscar uma idéia e uma realização premiável em PR. Até porque, se você observar os melhores cases do ano vai perceber que a visão mais ampla, mais profunda, mais complexa, mais alinhada está presente na maioria deles. A gente ficou especialmente feliz por ter vencido em uma categoria estreante que responde a um movimento mundial do mercado que tende a pensar a comunicação de forma mais integrada. Observamos em Cannes que as grandes estrelas da festa eram os cases de PR e de Titanium. Eles foram citados nos melhores seminários como os exemplos dos melhores trabalhos que estavam sendo feitos no mundo. A empolgação estava em torno disso e nos alegrou muito o fato de termos sido premiados exatamente nessa categoria.
Como você acha que o leão em Cannes vai ajudar a legitimar a postura da Live em oferecer estratégias diferenciadas para os clientes atuais e futuros?
O nosso posicionamento – de uma agência de inovação em comunicação – é uma novidade para o nosso mercado e acho que o reconhecimento de um leão de ouro em Cannes vai acelerar a compreensão do que estamos querendo dizer com isso. Ao mesmo tempo o leão coloca um spot de luz no nosso trabalho e permite que mais pessoas conheçam o que estamos pensando e fazendo. O prêmio legitima o que já fizemos até aqui e indica que existe um enorme potencial nos futuros trabalhos da Live. Ao mesmo tempo acredito que esse prêmio é um marco que vai estimular o crescimento desse perfil de trabalho em outras agências e que isso será benéfico ao mercado como um todo, dando mais sentido inclusive às premiações.









Eu sou suspeito para falar,pois participei do projeto e trabalhei na Live. Mas digo que eles oferecem uma das melhores soluções de comunicação atualmente. Não há uma ‘tabela de serviços’ e sim um formato de inteligência que se mostra capaz de atender às necessidades do cliente. Isso faz com que os trabalhos nunca se pareçam uns com os outros, e que esses trabalhos satisfaçam contratados, contratantes e principalmente, o consumidor. Ganha a Live com um modelo de negócio e de trabalho bem legais, ganham os clientes com a possibilidade de realizar as coisas além do feijão-com-arroz tão comuns na publicidade brasileira.
parabéns e sucesso à Live.
parabéns pela entrevista, Ziggy.
Só uma coisa:
A LiveAD é foda!