Assim como você, eu vivo comunicação e redes sociais todos os dias. Isso nos deixa expostos a um grande perigo: criar maior valor e importância para a coisa do que ela realmente tem, do que ela realmente impacta a vida das pessoas ‘além nosso mundinho’.
Por essa razão, embora seja adepto do feeling, experimentação e observação, acho muito bom ficarmos por dentro de alguns números.
Há pouco tempo, a Q interativo lançou uma pesquisa divulgada no Ad:Tech Chicago sobre a influência das redes sociais na tomada de decisão de compra das mulheres.
O resultado mostrou que o que conta na hora de colocar a mão no bolso é preço, com 47%, e qualidade, com 45,7%.
Só 10% das mulheres disseram que usam as redes sociais em atividades relacionadas com a marca, como busca de informações e resenhas.
A atividade principal desse público, nas redes, é enviar mensagens particulares, compartilhar fotos e bater papo.
O estudo não retrata a realidade brasileira, e infelizmente não encontrei nenhuma pesquisa parecida. De qualquer forma, vale a pena ponderar o que é que acontece por aqui, antes de sairmos assumindo posições, já que o futuro da social media, como dizem, é das mulheres.









Os dados dessa pesquisa são interessantes. Mas também temos que pensar que: embora o preço seja importante na tomada de decisão, as redes sociais ao permitirem que as mulheres falem com amigos etc permitem que falem sobre o que vão comprar — e alguns estudos (não tenho aqui à mão mas sei que existem) indicam que com mais frequência compramos algo que um amigo nos recomendou do que o que vimos em publicidade.
Por isso a questão agora é, para o pessoal do marketing, como fazer as pessoas aconselhar os seus amigos a comprarem algo?
Olá Ricardo!
Obrigado pela visita.
Acho que a qestão vai além. Como você disse, as redes sociais permitem que se fale sobre o que vão comprar.
Acontece que se elas não falam, efetivamente, de nada adianta ter a ferramenta à mão, entende?
Grande abraço.
E todos nós pensando que as mulheres eram bombas de consumo.
Este foi um ótimo estudo para os profissionais de mídia, pois é simplesmente um enfoque totalmente diferente do imaginado.
Pelo título imaginei que seria um artigo relacionado à dificuldade de achar mulheres de verdade nas Redes Sociais (a maioria é homem disfarçado)… Rs.
Interessante.
Acho que o unico modo de fazer com que as mulheres ou pessoa falem de seus produtos é fazer um produto que tenha beneficios suficientes para que mereçam ser comentadas.
Me parece que as redes sociais estao sendo superestimadas. todo mundo, revistas, blogs falam de como usar as redes para incrementar seus negocios, etc.. na minha opinião, é hora das empresas direcionarem parte de suas verbas de publicidade para repensarem seus produtos, atendimento (principalmente!!) e oferecerem mais benefícios e respeito ao consumidor.
Fazer as pessoa falarem bem de seu produto é difícil, mas para elas falarem mal , basta um escorregãozinho…e as redes sociais só potencializam isto.
Adorei!
Vai me ajudar no meu TCC da Faculdade de Marketing.
A pesquisa é sobre o marketing de relacionamento no Twitter de empresas de cosméticos.
Valeu Rafael! Bjs!
Concordo com o Flávio. Um mercado que abriu o olho pra isso, pelo menos parece, foi o Telecom. Não tem mais porrada nas redes sobre quem é melhor ou quem tem a agência melhor. Com a portabilidade eles se voltaram pra dentro, como evitar o “churn” (pesadelo deles). Assim, as pessoas acabam falando bem naturalmente. Eu, pelo menos, sou feliz com minha operadora hoje.