Olha aí um dado para se ficar de olho caso você trabalhe com comunicação e planeje continuar trabalhando nos próximos anos: o uso da internet e da tecnologia por crianças pode estar alterando a maneira como nossos cérebros funcionam.
Ainda não há nada concreto, mas cientistas andam pesquisando os impactos desse novo comportamento diretamente nos nossos cérebros.
O neurologista e psiquiatra infantil Jairo Werner, da Universidade Federal Fluminense, aponta que os nativos digitais aprendem a linguagem tecnológica e a mecânica da internet assim como aprendem sua primeira língua. Por esse motivo eles têm tanta facilidade, diferente da geração anterior, que precisou aprendê-la depois que as redes neuronais já estavam formadas.
No contraponto, o psiquiatra Gary Small, diretor do Centro de Memória e Envelhecimento da Universidade da Califórnia, ressalta que o cérebro dos mesmos nativos digitais, por passarem muito mais tempo dedicados a tarefas relacionadas à tecnologia do que a geração anterior, são deficientes em habilidades cognitivas de comunicação.
Além disso, o mesmo pesquisador identificou que pesquisar no Google ativa áreas no cérebro que normalmente não são estimuladas durante a leitura. E isso vale tanto para nativos digitais como qualquer pessoa que nunca usou a internet.
É bom ficar atento, afinal, o consumidor de amanhã será bem diferente de eu e você.









Boa dica Rafa.
Se nem nós somos como antes imagina a nova geração.
Valeu.
Pois é, Tiago.
É o balanço entre a percepção do que a gente já conhece e o aprendizado constante sobre o que está em mutação pra conseguir pensar e criar a comunicação que funciona e traz resultados acima da média.
Abraço.
Realmente, vc tem razão sobre o mercado estar atento sobre essas mudanças, na verdade é o que apenas a Nintendo, com o Wii ou a Apple com o iPhone pensaram.
O meu comentário é sobre a visão do Gary. Na verdade a visão dele no iBrain é muito simplista e o que a neurociência tem mostrado vai muito além do que ele fala. Há novos modelos de percepção que potencializam nossos sentidos. Novas audibilidades, novas visualidades e novas tatilidades que produzem novas técnicas corporais e sobre as quais nós mesmos não temos percepção. Claro, tudo isso em função da plasticidade do cérebro e sua alta capacidade de adaptação e seleção que pode ser estudada por exemplo nos textos do Gerald Edelman sobre Darwinismo Neural. É um caminho imenso, largo, extenso e como você diz, ninguém tá pensando nisso. Parabéns pelo artigo!
Tipo de notícia que deixa a gente pensando muito, ein… É um bom assunto para pesquisas.
Abraço!
É verdade, Brunno.
Logo mais tem gente fazendo tcc sobre o assunto.
Abraço.
Assustador! Mas uma realidade que temos que pensar. Bom artigo!
[...] Internet pode estar mudando o cérebro das pessoas – O neurologista e psiquiatra infantil Jairo Werner, da Universidade Federal Fluminense, aponta que os nativos digitais aprendem a linguagem tecnológica e a mecânica da internet assim como aprendem sua primeira língua [...]
O mercado consumidor irá mudar muito e em pouco tempo. O que levava décadas para mudar hoje se transforma em um prazo de dois ou três anos, no máximo.
Para quem trabalha com isso a tarefa vai ser quebrar a cabeça mudança a linha de pensamento e procurar entender como os novos consumidores reagem e lidam com o mercado.
Abraços e parabéns pelo blog!
Olá, trabalho na Edelman, Agência de Comunicação online da Samsung. Muito interessante as pesquisas avaliarem o impacto das tecnologias nesse âmbito neurológico. Certamente, as possibilidades trazidas pela internet estão transformando profundamente a sociedade, o que, como você comentou, é inspirador para novas pesquisas de TCC e também para teses de mestrado e doutorado. Acho que vale ressaltar que os novos nativos digitais já nascem em um contexto onde a internet nos celulares vem se popularizando, intensificando ainda mais essas mudanças na forma de perceber, pensar e interagir com o mundo.