Violento, né? Explico.
Se você é adepto do twitter, entendeu o título do post e já deve ter visto algum amigo fazendo tal pedido ou retuitando o pedido de alguém.
Do contrário, é o seguinte. No twitter, RT é a abreviação de Retweet, que significa passar adiante o tweet de alguém, como aqui:

Acontece que uma particularidade desta prática anda me chamando a atenção. Ando vendo o usuário de muitas empresas – ou pessoas que usam o twitter por empresas – pedindo que os followers façam o retweet de mensagens que direcionam para conteúdos próprios ou usam o RT como forma de inscrição em promoções.
Fico a pensar que fazer isso é não entender a lógica da internet, como na época em que a discussão sobre posts pagos em blogs aflorou, por dois principais motivos.
Primeiro, se eu peço para você retuitar algo que eu coloquei no twitter, ou eu não acredito na sua capacidade de julgar se o conteúdo é bom e interessante o suficiente para você passar para a frente, ou pior: eu mesmo não acredito no potencial dele.
Segundo, se eu escolho usar o RT como forma de confirmar participação em promoções, ao invés de direcionar para um hotsite, por exemplo, eu atomaticamente excluo diversas pessoas da minha mecânica.
Claro que pode soar como cool e mudérno falar ‘eu fiz uma promoção pelo twitter’, mas é bem provável que quem use a ferramenta para qualquer fim que não seja contar o dia-a-dia sinta certa resistência a fazer o retuíte, como um jornalista, por exemplo.
Já imaginou um tweet do William Bonner ou do Larry King com algo tipo
” Rt @empresaX tenho dois ingressos para o Cinemark hoje. Rt para participar”
É por isso que aqui no SimViral ninguém fica pedindo ‘rt esse post, por favor’.









É fato que pedir RT é como pedir “Por favor acredite no que escrevo e me ajude a obter visitas.” Mas empresas que estão entranda nas Redes Sociais e principalmente no Twitter que ainda não tem uma consultoria para essa área entendem que somente é necessário contratar o menino do computador para tomar conta dessa área da empresa. Esse tal menino do computador acaba seguindo regras que muitos usam sem analisar aonde estão indo.
Mas também depende muito do que se pede RT, um exemplo bem interessante esta neste post do grande Marco Gomes da Boo-Box.
http://marcogomes.com/blog/2009/como-escrever-um-bom-post-no-twitter-case-de-venda
Ele cita o RT no final do texto no Twitter, mas isso para promoções. Confesso que no caso de promoções testei o conceito do Marco Gomes e funcionou, claro que não foi somente o RT que fez isso, mas acredito ter ajudado nesse caso.
Acredito que usar RT com moderação e dependendo do que se escreve no Twitter é até aceitável.
Belo post Rafael!
Olá Chico!
Obrigado pela visita.
No caso específico do tweet do Marco, acredito que o peso – e consequente propagação – está no emissor da mensagem.
Acontece que fica como um chamego ‘ah, brother, espalha aí, vai’. Diferente de atrelar a participação exclusivamente ao RT, entende?
Lembrando também que o caso trata apenas de um desconto, diferente de uma mecânica de sorteio.
Abraço!
Não acredito que se possa generalizar dessa forma. Usar o termo “Post Pago” talvez seja violento mesmo.
Uma porque o máximo que um tweet poderia fazer era mendigar e implorar por um RT. Pode até mesmo assemelhar-se como uma empresa que manda um produto para um blogueiro testar para que este escreva a respeito, mas não um post pago. A diferença é, ele não é obrigado a escrever e não ganha dinheiro com isso, que é o caso dos RTs da vida( com exceções é claro).
Concordo que em uma promoção pedir RT pode ser “forçado”. Mas olhemos pelo outro lado. As vezes, doar um RT pode ser algo legal. Vejamos o lado pessoal: ” Estou precisando de uma bike x. alguém tem, rt pls”, ajudar um amigo é interessante, ou uma pessoa que esteja precisando, todo mundo gosta de fazer isso.
Mas isso também caberia em uma marca se a promoção usar o RT da forma adequada, destacando o fato de a promoção ser muito interessante para o target e que o RT faria dele um canal de propagação de conteúdo para seus círculo ( muita gente tem necessidade de espalhar conteúdo no twitter, faz parte da gente). Ex.: ” Gol passagens aéreas por R$10 ida, convide seus amigos para uma viagem, RT pls”. Não dá para chamar de “mendigagem”, a Gol está pedindo para eu divulgar para meus amigos uma coisa que podemos usar juntos e eu não sou obrigado a fazê-lo. Neste caso, eu posso muito bem me sentir como o agente da propagação para meus amigos e principalmente me sentir bem em passar uma informação interessante.
Enfim, só minha humilde opinião.
Abraços e parabéns pelo BLOG, vi que ganharam um prêmio recentemente! ;)
Olá Felippe!
Obrigado pela visita.
Você acha que um rt de uma empresa é visto como whuffie?
Usando seu exemplo, se é uma coisa que você pode usar com os amigos, foi interessante para você e deu aquela vontade de contar para os outros, qual o propósito de pedir?
Abraço!
Rafael, tirou as palavras da minha boca, ou melhor, do meu pensamento. É típico: essas empresas fazem a promoção pelo Twitter, mas sem utilizar o “espírito” da ferramenta. Ou seja, elas não fazem questão de dialogar com as pessoas. Continuam insistindo na comunicação estilo monólogo.
Abraço,
Adriana
Não acho que é a mesma coisa só pq é de graça.
Mas sobre a parte forçada…mendingando….implorando por RT’s acho furada.
O negocio do RT se consiste basicamente em ter algo que seja relevante para o usuario fezendo ele querer dividir com os seus seguidores, ai a mensagem vai fluir de forma natural.
Mas sabe o que não devemos esquecer é que 90% do conteudo é feito por 10% dos usuarios, então deve ter muita gente que vive de retuiter…
Não acho errado pagar por post. Post é um espaço, como uma página de revista. Ao meu ver, um blogueiro pode muito bem vender o espaço sem vender a opinião.
Já pedir RT é mendicância mesmo, atestado de incompetência de produzir algo bom de verdade que viraliza sozinho.
Tem me incomodado muito a total falta de criatividade de muitos twitteiros, blogueiros e empresas ao fazer promoções no twitter. As famosas “RT e concorra” não páram de pipocar a toda hora em nossas timelines. O grande problema disso é que as promoções “RT e concorra” são um saco, toscas, estrategicamente pobres e se tornam spam/flood. É tudo igual, é um saco você ver sua timeline com trocentas pessoas mandando a mesma mensagem o dia inteiro. Até porque, aquela velha máxima também vale aqui: “se você tem que pedir RT, é porque seu conteúdo é uma bosta!”. Pior, os autores dessas promoções perdem uma ótima oportunidade de aproveitar o maior barato do twitter, que é justamente a interação com as pessoas e não ficar pedindo pra que elas façam spam pra você com as twittadas delas.
[...] This post was mentioned on Twitter by O Webwriter, Benjamim Tannus. Benjamim Tannus said: novas midias, velhos erros http://tinyurl.com/ydmnxuj [...]
Acho que o conceito andou evoluindo.
Existe o “RT, por favor” pedinte, mendigo, apelador, desesperado.
Existe ainda o “RT se gostou” ou “Gostou? Então RT”, que nada mais é do que um lembrete de algo como “Ei, amigo follower, você nos ajudaria muito se desse um RT, mas faça isso por sua própria vontade e se gostou de verdade”.
Mesmo o RT, pls “pedinte” pode ser bem usado, dependendo de quem esteja sendo beneficiado com o RT, de quão fã são seus seguidores ou mesmo o usuário entender que confia tanto em uma fonte que pode dar RT sem se preocupar muito e faze-lo pelo simples fato de querer ajudar (sem fã ou não).
Ultimamente tenho entendido que o RT, pls “lembrete” é bem mais amigável.
O fato é que o RT é uma poderosa ferramenta para as empresas que usam bem o Twitter. Como tudo, deve ser usado com cuidado, moderação e bastante criatividade.
Gostou? Então RT.
Às vezes o que se ganha com um RT, estimulado dessa forma, acaba se perdendo de clareza na hora de avaliar a relevância da informação que circula no twitter da empresa. Acredito que o RT espontâneo expressa mais objetivamente a importância do conteúdo gerado, favorecendo uma produção mais sintonizada com a audiência.