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Aqui no SimViral nós mostramos cases e mais cases de comunicação em redes sociais para você convencer qualquer descrente. Como 2009 ainda não acabou, dá tempo de mostrar um exemplo sensacional neste fim de ano.

Dessa vez o case vem da indústria fonográfica, que anda passando por apuros para descobrir novas formas de receita assim como os jornais e revistas.

Todos os anos a OCC – Official Charts Company – apresenta o Christmas Number One Singles Chart, que é a lista de singles no topo do UK Singles Chart na semana anterior ao natal.

Nos últimos 4 anos, o single n°1 tem sido do vencedor do The X-Factor do ano, que é um programa de tv que mostra uma competição musical comandado por Simon Cowell, aquele cara que você conhece pelo júri do American Idol e que ganha rios de dinheiro com talentos musicais na sua produtora.

Nesse ano, a história mudou e não foi por um grande sucesso de vendas, algum blockbuster de ícones como Madonna ou Beyoncé, muito menos um talento desvendado em 2009. Quem levou foi um hit de 1992: Killing in the Name, da banda Rage Against the Machine.

Esse marco histórico começou com uma campanha de Tracy e Jon Morter, que criaram um grupo no Facebook chamado “Rage Against the Machine for Christmas N°1″, com os dizeres:

“Fed up of Simon Cowell’s latest karaoke act being Christmas No 1? Me too … So who’s up for a mass-purchase of the track ‘KILLING IN THE NAME’ from December 13th (DON’T BUY IT YET!) as a protest to the X Factor monotony?”

O grupo reuniu mais de 500 mil fãs da banda – ou pessoas que não simpatizam com o X-Factor ou Simon Cowell -, colocando o single no primeiro lugar do chart com 502.672 cópias vendidas.

O montante teve aproximadamente 50 mil vendas a mais do que o single The Climb, do ganhador do X-Factor Joe McElderry.

A campanha feita interamente através da rede social Facebook, sem nenhum investimento de marketing da Rage Against The Machine, fez do single o primeiro da história do Christmas Number One Singles Chart a estar disponível apenas para download.

Uma história que fez Simon Cowell finalmente perceber que existem pessoas que não gostam do seu programa e que não deixa dúvidas para você mostrar o poder do povo amplificado pelas redes sociais.

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