Você lembra do Limao.com.br?
Em 2007, o Grupo Estado colocou no ar o Limão – que se classifica como “um lugar para os usuários interagirem, utilizando o melhor da web 2.0″ – investindo pesado em seu desenvolvimento e, principalmente, em sua divulgação.
A estratégia espantou muita gente na época: comercial no intervalo do Fantástico, anúncios no Meio & Mensagem, teaser, press-kit e muitas outras ações diferenciadas para o lançamento de um site.
O burburinho gerado foi em torno da questão:
” Faz sentido criar uma comunidade na internet, fazer uma rede social, e contar pra todo mundo na tv?”
Afinal, a pseudo-regra dizia que se uma rede social é legal de verdade, não precisa ser divulgada em mídia de massa. O boca-a-boca digital é suficiente.
Hoje o Alexa diz que o Limão é o 654° site mais acessado do Brasil, mas a curva de tráfego mostra que apenas metade do volume de acessos conquistado na época de anúncio em mídia, aproximadamente, ainda existe.
Além disso, o Google Trends aponta que muitos acessos são relacionados ao site da Rádio Eldorado, que faz parte do Limão, assim como do Grupo Estado.
O resultado é positivo, já que estar no top 700 não é fácil, mas talvez pudesse ter sido melhor, tendo em vista todo o investimento realizado.
Pensando rapidamente, pode ter sido uma falha de CRM, o peso da guerrinha do Estadão com os blogs ou mesmo alguma fraqueza em conteúdo.
Que lição você tira do Limão?
*Embora eu tenha criado um perfil na rede e dado aquela espiada inicial, confesso que só lembrei do Limão graças ao mundo no marketing.









Minha opinião:
O limão nasceu na época em que o sonho da publicidade na web era fazer “virais”. E, creio eu, o objetivo deles tenha sido muito baseado na concepção de viral que se tinha na época. Concentraram esforços em mídia de massa e ações alternativas almejando que o boca a boca sustentasse a rede. O boca a boca aconteceu, mas não foi genuíno. Conteúdo empurrado, estratégia “push”.
Com a evolução do que chamamos de web 2.0, a estratégia “pull” é a que dissemina, repercute, por que os usuários é que escolhem o que é bom ou não, o que indicar ou não, o que tem potencial viral ou não. Podemos citar como exemplo o Orkut (pré limão) e o Twitter (pós limão). Ambos, escolhidos pelos usuários como rede social e, só depois, ganharam investimentos necessários para crescer.
Olá Patrícia!
Sua análise é coerente e, se for aplicada, o problema foi exatamente não conseguir identificar isso rapidamente e aplicar uma solução.
Obrigado pela contribuição!
A grande lição que eu tirei do Limão veio de uma “história” que ouvi na época, mas que nunca perguntei a ninguém do Limão se é verdade. Dizem que o projeto inicial era o de um portal de blogs, mas o projeto precisou se transformar completamente após aquela mal sucedida propaganda que atrelou blogueiros a macacos, lembra? Nesse cenário, até que o resultado hoje em dia não é ruim. Vou mais longe: provavelmente o Grupo Estado possui bons profissionais, que ao menos sabem da necessidade de “animar” redes de relacionamento para que elas funcionem. Grande abraço!
Olá Marmota!
Por esse viés você tem razão.
A repercussão negativa foi muito grande na época do ‘ataque’ aos blogs.
Abraço e obrigado pela colaboração
Entrei no site justamente por algum comercial que vi na TV, acho que este até é um caminho que pode funcionar… O problema para mim foi o que aconteceu quanto entrei: eu não entendi para que o site servia (e para ser sincero, ainda não entendo).
Ou seja, um problema de usabilidade. Não entendi se era um site de notícias, de comunidades, de e-mail, de blogs, ou seja, whatever. O que matou para mim foi essa falta de foco, ao tentar ser “TUDO” o que a web2.0 tem de melhor, ele não conseguiu ser nada direito.
É diferente de portais que foram crescendo aos poucos, fortalecendo muito uma área ou determinado aspectos para aos poucos ir estendendo os bracinhos para outras coisas. Até o monstro Google cresceu assim, se fortalecendo primeiro como mecanismo de busca!
Ou seja, ainda hoje entro na home do limão e vejo tanta coisa, que para mim não serve de nada!
Abs!
Olá Rodrigo!
A questão conteúdo realmente é implacável.
Sem a diferenciação e claridade, fica difícil.
Abraço e obrigado pelo comentário.
dá a impressão de que o limão foi daqueles projetos incríveis que fizeram bem pro bolso do cara que teve a ideia brilhante (eles sempre existem, independente da vontade editorial de outras pessoas da empresa), melhor ainda pra empresa que desenvolveu o sistema e depois que não deu certo, bem, se tornou um micão nas mãos do grupo Estado.
Era uma rede social muitooooo confusa. Muita informação e uma interface confusa. Fora que nunca achei o “deletar conta”. Afz!