Posts by: Ariel Gajardo

Outdoor explosivo da Deadline Couriers

Quem é aficionado pelo marketing de guerrilha geralmente é conhecido nas rodas de publicitários como o “maníaco que abomina as mídias tradicionais”, aquele que levanta a bandeira do fim da propaganda na TV e apóia a Lei Cidade Limpa. Chegam a confundir por muitas vezes o termo “guerrilheiro” com “terrorista”.

Numa ação que não foge muito disso, executada pela Colenso BBDO, a empresa de correios neozelandesa Deadline Couriers abusou da ousadia guerrilheira e literalmente explodiu um outdoor para divulgar seu conceito: “When we give you a time we mean it”.

Antes do atentado da ação, durante 8 dias um cronômetro acoplado à placa fazia a contagem regressiva e uma frase avisava que aquela mensagem se auto destruiria em breve. Na assinatura, um convite às pessoas repercutirem o assunto em um site. O buzz offline e online acabou respingando na mídia local e segundo os responsáveis 1,3 milhões de pessoas foram impactadas com o oba oba.

Imagem de Amostra do You Tube

Um fato curioso é que a marca esteve sempre assinando a peça e o site. Geralmente nesse tipo de ação os criativos optam por esconder a empresa, aumentando o frisson e a curiosidade do público. Aqui, mesmo o responsável por tudo sempre estando exposto, as pessoas envolveram-se, questionaram-se e aumentaram o burburinho nas ruas e na rede. Reparem no dia da explosão o número de pessoas em volta da placa e o coro da contagem regressiva.

Tudo isso com criatividade, ousadia e um único ponto de outdoor.

PS.: A trilha sonora é sensacional!

Saiba mais ainda sobre guerrilha

Para aqueles que testaram os seus conhecimentos sobre marketing de guerrilha pelo atualizadíssimo QUIZ da Vetora e deram tiros para o alto de alegria ao conseguir uma boa pontuação, se liguem: para ser um bom guerrilheiro é preciso mais que isso.

Acaba de sair a versão hard mode do teste. Revista, atualizada, ainda mais completa e difícil de responder. Tirando os tapas na cara, consegui passar pelas perguntas e consagrei-me um capitão, com 14 acertos.

Vale lembrar que esse tipo de jogo em flash é o conteúdo com maior capacidade de viralização na rede, enquanto os vídeos ficam em terceiro lugar apenas. Com um senhor apoio do pessoal do Sedentário e Hiperativo, o papo fica ainda mais interessante. Ponto para a Vetora, mais uma vez.

PS.: E não é que o mentor do Sim, Viral, Rafael Ziggy, aparece lá pelas tantas, na questão 14? Resta saber se ele já trabalhou ou não numa agência especializada em marketing de guerrilha. E aí? Vai responder ou pedir para sair?

Dica do Xiscando.

Act Up-Paris: Guerrilha que viraliza

Segundo Seth Godin , em seu livro Marketing IdéiaVirus, uma idéia viral tem muito mais poder que o boca-a-boca. Afinal, quantas centenas de pessoas é possível atingir com um vídeo bem bolado e com uma disseminação criteriosa? O buzz, sem ter a internet como plataforma básica, infelizmente dissipa-se com o tempo.

O marketing de guerrilha, na sua essência, visa sempre gerar buzz e mídia espontânea, através de ações ousadas e de baixo custo. Apesar disso, por que apenas optar entre fazer as pessoas comentarem algo ou tornar um conteúdo viral na rede? Com esses já tradicionais making offs dessas ações, a guerrilha ganha sobrevida, ajudando a disseminar uma mensagem com muito mais força.

Exemplo disso é esta ação do Act Up-Paris, bolada pela agência Rouge. No Dia Mundial da AIDS, 1º de dezembro, milhares de acentos de bicicletas estacionadas na capital francesa foram “encapuzados”. Na chamada, um convite à reflexão:

Et vous, vous faites quoi pour vous protéger?
E você, o que você faz para proteger-se?

Imagem de Amostra do You Tube

Todos os elementos do marketing de gerrilha estão presentes, numa ação barata que com certeza gerou muito buxixo e refletiu em matérias na mídia convencional. Então, foi só gravar umas cenas bacanas, colocar uma trilha e postar em uma rede social de vídeos. Uma ação que tinha tudo para ser local e offline ganha mais um gás na internet. É fazer com que os blogs citem o vídeo e a mensagem invade a internet com a força de um… vírus!

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