O Estadão fez uma campanha arriscada contra os blogs e sites de conteúdo, segundo eles, desconfiável. Com certeza sabiam que os blogueiros não iriam gostar nada disso. A campanha está no ar faz algum tempo. Só depois que o Brainstorm #9 fez um post contra, a blogosfera se mobilizou e repercutiu o assunto.

O resultado é uma avalanche de críticas:

É uma pena um jornal fazer uma campanha assim. Talvez seja o 1º caso de viralização negativa voluntária de uma marca. Enquanto dezenas de empresas se preocupam com sua imagem na internet, o Estadão chutou o balde e jogou seu nome numa patente para os blogueiros apertarem a descarga. E os leitores de blogs, que sabem identificar “Fredões, Moacires ou Gutos”, também vão criar um certo preconceito com a marca.


Até o macaco é mais evoluído…

A imagem que fica é: “nossa, que jornal atrasado, será que eles não acessam a internet não?”. Talvez se tivessem lido o caderno Link, que está lá no jornal deles toda segunda, teriam mudado de idéia.

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7 respostas para Estadão e a política do "falem mal, mas falem de mim"

  1. Gabriel disse:

    Só uma coisinha, a blogosfera já tinha se mobilizado muito antes do post do Brainstorm 9. Meu post por exemplo foi do dia 30 de Julho :-)

    O que aconteceu é que no artigo do Brainstorm eles mostraram as imagens novas e o vídeo. Aí o pessoal ficou realmente possesso e causou um alvoroço bem maior.

    Abraço.

  2. Anonymous disse:

    Agora todo mundo fala do estadão..será que eles não conseguiram oque queriam???

  3. Victor disse:

    hahaha.
    O pior é que o vídeo é maneiro. E vou além… é verdadeiro.

    O que mais eu me canso de ver é blogueiro reclamando de CTRL-C CTRL-V.

    Deviam ficar felizes.

  4. Skarlya disse:


    Este assunto rendeu bastante “Ibope” para o Estadão.

    Obrigada por colocar meu link no seu post!!!

  5. Rafael disse:

    Realmente a propaganda é o um caso perfeito de efeito viral da internet que saiu pela culatra. Linkei seu post no meu blog (www.tecneira.globolog.com.br), ok? Abraço

  6. Brazuca disse:

    olha, sinceramente, a grande maioria dos blogs é PÉSSIMA, são apenas cópias de cópias e o conteúdo quase nunca é feito/criado pelo dono do blog. E todos nós sabemos disso. O que o Estadão fez, poderia ser a campanha de QUALQUER outro blog, contra os “blogs” ruins e de conteúdo duvidoso que competem até com B#9, Sim, Viral, o meuzinho e tantos outros bons de verdade e sérios. Eu tenho um blog e não me senti ferido ou atacado por esta campanha, pelo contrário, a campanha é verdadeira, boa e salutar para os blogueiros profissas, já que alerta os internautas (veja bem: internautas, não blogueiros que sabem identificar maus blogs) a procurarem saber se por trás do blog não há um garoto de 15 anos, sem qualquer experiência de nada, falando de astrofísica, por exemplo, apenas dando copy/paste em outros blogs e sites… sou CONTRA ISSO!! Blog é legal mas é um perigo, já vi amigo meu querendo se auto-medicar porque viu “num blog massa” que remédio tal aumenta o tamanho do P… dele.
    portanto, quem as dores sentiu, a carapuça serviu! Outra coisa que ODEIO, é receber zilhões de convites pra zilhões de comunidades e blogs que NADA TEM A VER COMIGO. Tem até blog ou comunidade “A minha primeira vez numa praia”, ou “o aniversário de 1 ano do meu cachorro”, AH, DÁ LICENÇA MEU!!!!!
    e não esqueçam que todos os jornalistas do estadão têm blogs próprios, e outros inúmeros profissionais também, mas nenhum deles se sentiu ferido com isso. E concordo que copiar e colar é coisa de gente atrasada e sem conteúdo mesmo. E fazer trabalho de escola, facul, ou de PÓS!! baseado num blog sem qualquer embasamento, apenas “achismos” é muita falta de responsa!! sou blogueiro, mas sou contra blogs imbecis.

  7. João Livi disse:

    AGORA QUE VOCÊ JÁ LEU A VERSÃO DO GENERAL CUSTER,
    LEIA A DOS ÍNDIOS.

    Nos ultimos dias, vimos reverberar na blogosfera ataques e defesas à nova
    campanha do Estadão, feita pela Talent. Tudo começou nos blogs de publicidade e nos pegou
    totalmente de surpresa, principalmente por que o subtexto que foi espalhado
    por aí, de que o Estadão é contra os Blogs, não foi colocado em nenhuma das
    peças da campanha. Isso seria extremamente incoerente, já que o Estadão sabe
    que os blogs não só fazem parte da sociedade como do próprio Grupo Estado.
    Sendo assim, vamos analisar a questão mais de perto pra saber se houve alguma
    falha na comunicação da campanha.

    Os filmes começam com uma vinheta , World Wierd Web, que já identificam o propósito
    de fazer humor com a parte estranha, sem noção, da web.
    No filme em que o rapaz lê o blog de economia do Bruno, o cientista diz que o
    macaquinho já está copiando e colando textos pela web. É impressionante, mas a
    reação que esperávamos dos blogueiros é exatamente contrária ao que aconteceu.
    Quantas vezes, você blogueiro já não encontrou seu texto por aí, fora de
    contexto, faltando partes e sem os créditos? No outro filme da campanha, dois
    ruivos colocam informações mentirosas na internet pra sair ganhando alguma
    coisa. As meninas que são enganadas pelo hoax nunca falam que encontraram
    essas informações num blog e, do outro lado, um dos ruivos diz apenas “pronto,
    tá na net”. Nesse caso, nada de blogs. Na mídia impressa acontece algo
    parecido, apenas um do três anúncios diz abertamente “Blog”, os outros dois
    usam os termos “página” e “site”.

    Desta forma , nós posicionamos o estadao.com em linha com a proposta de
    credibilidade, conteúdo de qualidade e compromisso do Grupo Estado. Os sites,
    blogs, veículos e pessoas que frequentam o lado “luz” da internet , obviamente
    , não devem se sentir atingidos por uma crítica ao lado “escuro” do ambiente
    virtual, da mesma forma que um bom jogador de futebol não deve se sentir
    desvalorizado por ter um colega perna-de-pau ou quebrador de joelhos. Ou será
    que os publicitários que primeiro criticaram nosso trabalho consideraram
    uma campanha difamatória aos publicitários o fato
    de um dono de agência ganhar as manchetes por servir de intermediário na
    distribuição de fortunas em verbas públicas?
    Alguém em sã consciência pode defender incondicionalmente todo o conteúdo da
    internet , com seus hoaxes , pegadinhas, pornografias, ideologias escondidas,
    baixarias, falsos gurus, falsários, tomadores de dinheiro e tempo, Maranhão do
    Sul na wikipedia, alterações da história e interesses privados disfarçados de
    clamor do internauta?

    No seminário da Microsoft este ano, em Cannes, os dados apresentados levaram
    a uma inconteste conclusão: a de que a internet, como as
    regiões de uma cidade, vai se dividir em duas. Uma útil, crível ,
    inteligente, prestadora de serviço, informativa e confiável. Outra que é como
    uma rua escura e sem policiamento: vai quem quer, sob seu próprio risco. Vamos
    sempre promover o estadão.com como parte da primeira metade.

    Separar o joio do trigo na internet deveria ser do interesse de qualquer
    cidadão de bem.

    João Livi
    Diretor de Criação- Talent
    joaolivi@talent.com.br

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