- Marketing viral, mídias sociais, inovação e tendências em publicidade online.

Aconteceu em São Paulo de 12 a 29 de junho o BGourmet, um evento da Brastemp e da Casa Cláudia, que junta na mesma panela culinária, decoração, arquitetura, design e eletrodomésticos de babar, servindo uma super vontade de reformar a cozinha de cima a baixo. O evento, que tinha como tema o Lado B dos imigrantes, foi ótimo para quem, como eu, adora meter a mão na massa - literalmente. Mas vou me ater aqui ao assunto que realmente me levou pra lá: ver os blogueiros aprendendo a cozinhar.
O BGourmet é um evento bastante reconhecido em São Paulo e já estava bem servido com a divulgação offline mais mídia espontânea que obtém naturalmente. Porém, a marca achou que precisava intensificar sua presença online, e lançou este desafio para a LiveAd. A agência então sugeriu: utilizar as mídias sociais para marcar presença na Web e atingir um público-alvo bastante segmentado.
Em se tratando da primeira tentativa do BGourmet de preparar esta receita, a estratégia privilegiou a utilização de blogs, tanto o próprio para dar detalhes do evento, como de outros. Além de ser de São Paulo, os blogueiros tinham que ter como pauta assuntos relacionados a design, arquitetura, moda, comportamento e afins, com opinião própria e muito marcante.
Os blogueiros foram convidados para participar do Blogs na Cozinha, uma aula de culinária num dos ambientes do evento. Além disso, poderiam levar um dos seus leitores como ajudante e todos ainda aproveitariam para bater um rango no final. Como um incentivo a mais para participar do Blog na Cozinha ainda foram sorteadas duas Brastemp Eggo, uma para um blogueiro e uma para um leitor.
A aula foi ministrada pela Lu, lá do Guloseima.
Os principais objetivos da ação eram gerar experiências com a marca, tanto para os blogueiros como para sua audiência, dividindo com todos o prazer e a possibilidade de algo diferente. Também estava na pauta iniciar um relacionamento mais pessoal com quem está na Web e influenciar pessoas, pontuando as primeiras incursões do BGourmet nas mídias sociais.
- Divulgação nos blogs e nos twitters dos blogueiros;
- Muita gente participando nos comments, além dos amigos linkando a promoção e dando uma força;
- 9 dos 10 blogueiros presentes, além dos seus convidados;
- Todo mundo de barriga cheia e com cara de feliz nas fotos.

Definitivamente, a mistura de experiência offline temperada com uma divulgação relevante online começam a fazer parte da lista de compras da comunicação das empresas. Tudo para agradar o paladar aguçado dos nichos de mercado.
Via @enloucrescendo e LiveAd
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Neste final de semana estive em São Paulo, a convite da Dudinka, para acompanhar de perto o fashion mob na Oscar Freire. A ação aconteceu no sábado, das 14h às 16h.
Antes mesmo de acontecer já era possível observar comentários em alguns blogs e no twitter. Isso porque um misterioso email avisou diversos blogueiros. No fashionmob.wordpress.com as informações e um mapa para informar o local exato.
A LG queria uma ação diferenciada para o lançamento do seu novo celular, substituto do LG Prada, o LG Secret. O público-alvo era o mesmo, pessoas com estilo, atitude, enfim, que sejam de alguma maneira ligadas à moda. Com o SPFW em alta, o melhor a fazer para não disputar a atenção com outras dezenas de marcas, foi agir na semana seguinte ao evento. Assim a probabilidade de virar assunto para o target era bem maior.
Para ter essa atenção foi criado o fashion mob. O termo deriva de flash mob que são mobilizações que reúnem diversas pessoas para alguma ação instantânea em um lugar público. Nesse caso 40 modelos foram contratadas para um desfile na Oscar Freire, conhecida por ter lojas das grifes mais caras e badaladas do país.

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Em uma primeira etapa, as modelos ficavam por 30 minutos nas vitrines de diversas lojas como Iódice, Triton, Zoomp, entre outras marcas famosas. Todas com os celulares em mãos é claro. Muitos paravam para olhar, comentar entre si ou até mesmo fotografar. Percebi também a presença de alguns blogueiros, dentre eles o Vitor do Com Limão que até já postou sobre o assunto.

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Na segunda etapa, um verdadeiro batalhão de modelos descia desfilando e falando ao celular pelos dois lados da Oscar Freire. As que estavam nas vitrines saíam e entravam na fila. Após andar 3 quadras, chegavam a um cruzamento onde trocavam de lado e literalmente paravam o trânsito.
Enquanto elas desfilavam algumas pessoas exibiam placas avisando “Ative seu bluetooth e descubra o segredo”. O vídeo de apresentação do novo celular da LG era enviado para os celulares. Esse era o único momento que era possível descobrir quem estava por trás disso.
Penso que o foco não era revelar quem era o responsável. O importante foi levantar a curiosidade nas pessoas. As modelos chamaram a atenção da rua mais fashion do país, no seu dia mais movimentado (sábado). Essa dúvida e surpresa que muitos tiveram na hora, vai se extender naturalmente através do boca-a-boca.
A ação cumpriu o seu papel, o desafio agora é fazer a resposta que todos procuram chegar a esse público. Dois meios vão ser essenciais para isso acontecer. Os blogs bem como os vídeos e fotos nas diversas redes sociais, terão um papel importante na internet. Já Na mídia especializada uma boa assessoria de imprensa vai se encarregar de tentar emplacar algumas notas e matérias sobre o assunto.
Pela reação positiva das pessoas e ineditismo do fashion mob, é bem provável que a repercussão nesses meios também seja um sucesso. Só nos resta esperar e acompanhar.
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De bobo o Inri Cristo não tem nada. Com tanto vídeo no You Tube fazendo sucesso ele deve ter pensado: “Por que eu não posso também?”. Então criou um perfil no YouTube e começou a enviar alguns vídeos para proliferar sua palavra divina. Só que Inri notou que não estava conseguindo o sucesso esperado com simples mensagens e cantorias celestiais.
Foi então que veio o estalo: “Vamos fazer vídeos parodiando músicas famosas para atrair novos fiéis!”. Só que Inri não iria fazer isso claro. Então foram convocadas 2 discípulas (Asusana e Alíbera) para etoar o canto para os 4 cantos do universo virtual.
O primeiro hit foi Umbrella, uma música bem conhecida dos jovens, que ganhou uma paródia religiosa. Após ser publicado no Kibeloco o vídeo chegou a mais de 300 mil visualizações.
Incrível a sincronia com a música não? “Inri, Inri, i, i, i…”
Após o sucesso, um segundo vídeo (quase-clipe) foi lançado semana passada direcionado a um outro público-alvo. Dessa vez a música é mais antiga, Hotel Califórnia. Os pais dos jovens que viram o primeiro vídeo vão adorar.
Tem até merchan pro Google, agora entendo porque ele sabe tudo.
Pois é, quem diria que até Inri Cristo descobriria as peripércia que um viral pode proporcionar. Hilário.
Via Sedentário.
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Venho percebendo ultimamente um burburinho sobre preços, alta, queda e promoções no Twitter. Cotações em tempo real, corrida para compra e todas essas coisas ligadas ao mercado financeiro. Bom, tem um pouco disso também, mas o comércio de que vou tratar aqui é, mais precisamente, de pessoas no Facebook.
O Friends for Sale é um jogo de estratégia dentro da citada redes social que funciona através de um aplicativo, graças à abertura das APIs, e promove a compra e a venda de pessoas, amigos ou não. Para entrar na onda é só adicionar o aplicativo ao seu perfil. Qualquer um pode comprar e ser comprado pelos outros subindo ou descendo na escala de preços e no conceito geral.
De início, o jogador define seus objetivos, então passa a buscá-los. Podem ser coisas fúteis como ter mais grana, ser mais popular, ou importantes como arranjar um namorado (a), montar um harém… enfim, são inúmeras possibilidades. O aplicativo também procura fortalecer a interação social entre seus adeptos. Falando um pouco no mercado nacional de”pets”, está difícil comprar famosos como as super-blogueiras do calendário da AXE Dani Koetz, Miriam Bottan e Marina Santa Helena. Os preços delas estão nas alturas e seus detentores cada vez mais felizes, ricos e populares.
Aparentemente, o FFS é um gamezinho bacana para fazer as pessoas passarem mais tempo no Facebook. Porém, se o analisarmos mais profundamente, percebemos que é totalmente baseado numa das mais cobiçadas motivações para ingressar em uma rede social: o status, tão discutido ultimamente no Twitter. Um dos principais atrativos explorados pelo jogo é a atenção que se recebe, é ser mais: o mais rico, o mais caro, o mais cobiçado, o que paga mais por “pet”. É altamente viciante e certamente fará o povo passar horas investindo na popularidade alheia e, conseqüentemente, na sua.
Quem quer se dar bem nesse novo mercado, precisa ficar atento às cotações, ao seu budget, ao preço dos amigos e à sede de fama, dinheiro e poder dos negociadores. E parece que os brasileiros finalmente arranjaram uma futilidade para o Facebook.
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Foi com esse título que recebi um email de André Castilho da agência Foreplay. O vídeo “Manifesto pela Liberdade” teve 120 mil views em 2 semanas, sem compra de mídia. Só que antes de repercutir os resultados, vamos começar pela origem desse vídeo.
As raves surgiram no Brasil no fim dos anos 90, com a proposta de mesclar música e arte. Em pouco tempo esse tipo de evento começou a reunir milhares de pessoas. Com tanta gente indo pras raves o conceito original dessas festas (paz, amor, respeito, união) se perdeu e o consumo de drogas aumentou. A exposição negativa na mídia estigmatizou o evento e mobilizou a opinião pública e autoridades a clamar pelo seu fim.
Resgatar o espírito de união e respeito pré-popularização das raves para garantir a continuidade das raves. É importante ressaltar que mesmo sendo uma ação de uma festa específica (Kaballah) foi priorizado o conteúdo e não a marca. Uma escolha decisiva para o sucesso da ação já que há uma grande diferença entre os interesses de uma empresa e do público em específico.
Foi criado um vídeo-manifesto passando uma mensagem de conscientização sobre as raves. Além de hospedar o vídeo no YouTube, foi criado um hotsite da campanha com todas as ferramentas necessárias para compartilhar o vídeo. Enviar aos amigos, código para incluir em blogs, botão para “favoritar” no Orkut, Digg, Delicious, etc. Também foi criada uma comunidade oficial no Orkut, além de perfis no Orkut e MySpace.
A divulgação teve início com um tópico na comunidade do Kaballah no Orkut (+ de 13 mil membros) e disparo para a base de emails da festa. A partir daí a “viralização” deu-se pelas pessoas que receberam a mensagem.
Em apenas 2 dias foram 20 mil views. Em 2 semanas, 120 mil. Isso graças à repercussão principalmente no Orkut através de manifestações no próprio perfil, vídeos favoritados, tópicos em diversas comunidades.
Com tamanha repercussão, os veículos da mídia especializada não ficaram de fora e publicaram matérias sobre a ação, assim como diversos blogs que veicularam o vídeo. Algumas pessoas mais engajadas chegaram a criar camisetas e wikisites por iniciativa própria. Somados os comentários do YouTube + hotsite do manifesto são mais de 500 comentários, incluindo a opinião de artistas, organizadores de festas, DJs e jornalistas.
Essa é mais uma ação que através das redes sociais conquistou mídia espontânea em veículos especializados e repercussão dentro de um nicho específico. Conteúdo inédito e relevante que ganha o apoio das pessoas e consequentemente da mídia especializada.
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