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Obama e Scott Goodstein versus Shepard Fairey na Campus Party

Onze entre dez publicitários do mundo tem a campanha do Obama à presidência como um case a ser imitado, replicado, estudado e idolatrado. Idolatria que às vezes chega a transbordar questões meramente analíticas do case em si e lambem perigosamente o âmbito político. Como se além de manjar de comunicação, Obama e a sua trupe também fossem mártires de um novo milênio voltado à sustentabilidade e às relações internacionais livres de rusgas e inconseqüências.

Semana passada, no Campus Party, Scott Goodstein – um dos coordenadores da área de internet da equipe – esteve no palco principal do evento falando um pouco do uso das redes sociais na campanha. Nada que não tenhamos lido nas centenas de blogs que falam desse nosso agitado mercado. Algumas frases relevantes, alguns vários números impressionantes. Aquela coisa de sempre.

Mas o que me marcou mesmo foi o momento em que ele comentou como conseguiu o direito de utilizar o rosto do presidente estilizado por Shepard Fairey durante o levante obamístico (ou barackiano).

Imagem de Amostra do You Tube

Lembrei de um texto do site do artista publicado no dia 28 de dezembro em que o mesmo comenta o quão decepcionado estava depois desse um ano do presidente no poder. Shepard, o cara que há duas décadas atrás consolidou o sticker como manifestação artística com o seu Obey Giant e que inspirou milhões de pessoas com apenas uma imagem, decepcionado com as promessas não cumpridas e com a falta de coragem do seu objeto de arte.

O que me chama a atenção é que depois do ícone ganhar o mundo como avatar, widget, cartaz, quadro e tudo o mais, representando toda a esperança global de que as coisas poderiam ser diferentes, o artista se vê quase sem voz pra dizer ao mesmo mundo que não tem concordado muito com como as coisas vem sendo conduzidas. Uma mensagem que, se comparada à campanha de Obama, não ganha escala sem milhares de pessoas mobilizando intenções e uma máquina estratégica direcionada a convencer o(s) povo(s) do discurso de mudança.

Parece até que o artista está experimentando do seu próprio veneno, sem conseguir avisar ninguém disso.

Imagem do blog Talk2.

RIP Kanye West é mais um hoax

Hoax? Sim, aquelas informações falsas que correm por aí, principalmente por email, com algum objetivo maligno (mua ha ha) por trás. Tem hacker que adora fazer isso pra pegar os trouxas desavisados. Um dos últimos foi “o menino do balão”, destaque na mídia mundial. Uma tentativa frustrada de auto-promoção em busca de uma vaga em algum reality show desses por aí.

kanyewest

Dessa vez foi um email mandado em massa para diversas pessoas nos Estados Unidos. Nele uma notícia de que Kanye West, aquele famoso por outras polêmicas, havia morrido em um acidente de carro. Os que acreditaram twittaram algo como, “rip kanye west” (descanse em paz Kanye West). Alguns retwittaram, outros perceberam que era falso e aí virou a piada do dia.

Obviamente, por conta da popularidade do cantor, virou trend topic no Twitter e consequentemente notícia nos principais sites, blogs e portais na internet.

O mistério foi desvendado por uma empresa que trabalha com segurança na internet. Segundo eles, hackers inventaram essa onda para viralizar (no mal sentido) através da busca do Google. Sem links no email, mas ao procurar mais informações no Google lá tinha o link bonitão pro bobalhão pra vítima clicar e se infectar. Espertinhos, não?

Teoria da conspiração

Posso viajar um pouco? Um dia antes desse acidente acontecer, assisti um filme que recebi por email e foi publicado na Billboard. A notícia diz que o vídeo foi publicado no site oficial no Domingo, mas pouco depois foi retirado do ar sem maiores explicações. O vídeo é um curta com 11 minutos de duração onde o cantor exorcisa um demônio retirado de dentro dele. Climão bem bizarro que circulou por aí antes da falsa morte.

Imagem de Amostra do You Tube

A namorada de Kanye West já desconfirmou sua suposta morte , mas a questão é: aí tem coisa não? Eu desconfio que sim. Pode ser que não, mas fiquei com a pulga atrás da orelha, é muita coincidência. O que vocês acham?

Cannes Lions 2009 – Vencedores de Viral Video

Vencedores em Viral Video

Algumas carinhas conhecidas, outras nem tanto. Nenhum brasileiro na shortlist novamente, apesar dos 12 trabalhos inscritos. Senti a falta de alguns vídeos como o Nokia/Bruce Lee e Bike Hero.

Por outro lado me surpreendi positivamente com o leão de ouro “Signs” que não sabia que era um viral da Schweppes. Lembro que twittei o link do vídeo por ter gostado bastante do curta.

Um dos Grand Prix em cyber foi o indiscutível  “Why so Serious” que foi inscrito na categoria Viral Marketing. Além desse case, os outros dois vencedores foram “Fiat Eco Drive” e o “Best Job in The World”. Veja também a lista com todos os vencedores em Cyber.

Então era isso. Confira a seguir os vídeos que ganharam ouro e no post completo todos os vencedores da categoria Viral Video. Divirtam-se =)

Diesel XXX SFW

Imagem de Amostra do You Tube

OURO
Anunciante: Diesel
Agência: THE VIRAL FACTORY London
Post no SimViral

Signs

Imagem de Amostra do You Tube

OURO
Anunciante: SCHWEPPES
Agência: PUBLICIS MOJO Auckland, NEW ZEALAND + Radical Media
Veja o vídeo-case

The Great Schlep

Imagem de Amostra do You Tube

OURO
Anunciante: JEWISH COUNCIL FOR EDUCATION AND RESEARCH  (fez parte da campanha pró Obama)
Agência: Droga5 New York

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RP2.0: no mundo das mídias sociais.


Foto: Daniel Mitsuo

Com esse título inspirado nos clássicos contos infantis lançamos o segundo Happy Hour, o podcast do SimViral. Dessa vez recebemos na mesa do boteco uma convidada mais-que-especial, Thiane Loureiro da Edelman.

Thiane Loureiro, diretora regional para prática Digital na América Latina, começou na Edelman em 2004. Trabalhou no departamento de mídias interativas da Edelman em Londres (onde cuidou de projetos online para clientes como Procter & Gamble, Motorola, National AIDS Trust e Mayor of London) e é palestrante dos mais renomados eventos e workshops de Web (entre eles o Digital Age 2.0 e Campus Party). Atualmente gerencia o trabalho de comunicação online para clientes como Pepsico, HowStuffWorks, Herbalife e Jorge Editor Zahar.

Assunto do dia

Conversamos sobre vários assuntos dentro do tema Relações Públicas 2.0 (RP2.0), dentre eles:

  • Perfil do profissional RP 2.0;
  • Melhor forma de chegar nas mídias sociais;
  • Diferença entre RP e RP 2.0 e adaptação dela a essa nova realidade;
  • Como é a relação Agência de Publicidade x Agência de Relações Públicas;
  • Mensuração de resultados no RP2.0;
  • Campanhas de curto prazo, é prejudicial?;
  • O papel do relações públicas;
  • Ferramentas mais utilizadas nas estratégias de RP 2.0.
  • Relevância x Influência

E ainda deu tempo de ela nos falar um pouco de seus cases favoritos (proibimos Obama) e dar dicas de autores, leituras sobre o tema.

Saideira

Agora antes da saideira teremos sempre o quadro “Frase de Efeito”. Nele, o convidado do dia cria a sua própria frase, inspirados pela clássica citação:

Os clientes querem surfar a onda, mas não querem levar o caldo. (Dambrós, Joana)

E como não deu muito certo aquele lance de uma pergunta na saideira, fale o que quiser nos comentários. Toque em algum assunto, diga o que gostou, não gostou, dê sugestões, enfim, solte o verbo!

Até a próxima ;)

TOP5 Viral 2008 – Vote!

TOP5 Viral 2008

Ano passado o SimViral elegeu os TOP10 virais de 2007.

Esse ano resolvemos fazer diferente. Selecionamos cada um 5 ações/campanhas/vídeos/iniciativas/qualquer-coisa que mais chamaram a nossa atenção em 2008. Agora vamos eleger o TOP5 Viral 2008 com a sua ajuda.

Na barra lateral temos uma enquete com todos os indicados. Eleja seus 5 preferidos. Os 5 mais votados vão formar a lista dos TOP5 Viral 2008.

Confira os indicados:

Rafael Ziggy

  1. Obama
  2. ARG Batman The Dark Night
  3. Tiger Woods / EA Sports
  4. Blog Allesblau (enchentes SC)
  5. Axe Dark Temptation (Brasil)

Ariel Gajardo

  1. Obama
  2. Vídeos da Maísa (SBT)
  3. Site I Hate You Julia
  4. Ponto eletrônico do Faustão
  5. Twitter do Vitor Fasano

Joana Dambrós

  1. Obama
  2. ARG Batman The Dark Night
  3. Vídeos da Maísa (SBT)
  4. Diesel XXX
  5. AC/DC clip excel

A votação vai até dia 31/12/2008. Sentiu falta de alguém na lista? Coloque aí nos comentários ;)

Barack Obama – Ad Age’s Marketer of the Year

Está provado: personalidades do mercado mundial lêem o SimViral. Influenciados pelos vários posts que aqui publicamos sobre a onipresença de Barack Obama no certame da comunicação atual, importantes profissionais do meio como Linda Clarizio da AOL e o colunista da BusinessWeek, Jon Fine, entre outros tantos, elegeram o possível-futuro presidente dos Estados Unidos como O Cara do marketing deste ano. O prêmio é da revista Advertising Age e elevou a atuação do presidenciável, tão discutida e divulgada aqui, à tendência outono-primavera-verão de 2009 na publicidade.

Vejam o resultado final do pleito:

Bob Garfield e galera da Advertising Age: muito admiro a visão que vocês têm do mercado publicitário atual. Mas faltou citar o fator “SimViral” na matéria completa. Na próxima, “linka nóis”.

Havanir 36500: Obama às avessas.

Havanir 36500: Obama às avessas.

Se nos Estados Unidos temos Barack Obama dominando as redes sociais, aqui no Brasil a primeira a chamar atenção foi Dra. Havanir. Com um jingle parodiando a clássica música de Rocky Balboa, Havanir conseguiu um efeito viral da maneira mais natural que existe: sem querer.

Só que no caso da doutora, o efeito não foi muito positivo. Virou motivo de chacota entre quem ouviu.  A qualidade duvidosa da música acabou trazendo mais motivos para rir do que se engajar.

O pior é que pelo jeito o jingle era pra ser sério. Tanto que após toda essa gozação já tiraram a música do ar no site oficial da candidata à vereadora de São Paulo. Agora é tarde, o jingle já circula pelos emails, blogsOrkut e por aí vai.

Ficou curioso?

Rafael Franco foi rápido no gatilho e deixou a pérola disponível para baixar em seu blog.O difícil é tirar a musiquinha da cabeça “Havaniiiiiir, Havaniiiir…”

DeepZoomObama – Do astroturfing às mídias sociais

Barack Obama é o cara e todos nós que trabalhamos com publicidade idolatramos a sua equipe responsável pela divulgação online, cheia de traquitanas que utilizam as redes sociais com maestria. Convenhamos que está para nascer o pobre coitado que vai se opor a isso. Mas antes mesmo das suas qualidades de estrategista, o candidato a presidência dos Estados Unidos compreende o marketing de guerrilha como poucos. É fato consumado que ele encarnou o espírito do astroturfing e engajou os eleitores numa onda que motiva cada possível eleitor a falar sobre o candidato, espalhando a sua mensagem por esse mundo sem porteiras, pintando muros analógicos e digitais com a face do homem em questão.

Nessa pegada, a transposição do movimento para a internet é algo 100% natural. Não é isso que sempre ouvimos nas palestras sobre o tema? “As pessoas amam as redes sociais, é lá que agora elas estão produzindo e consumindo conteúdo!” Mas antes mesmo de uma extensa discussão sobre a utilização dessas ferramentas, para mim, fica a clara compreensão de que os números, os gráficos e o marketês (ou marketol, ou marketeliano) pintam inocentemente de aquarela super diluída algo muito maior: o poder de conteúdo que engaja e a inteligência criativa por trás de qualquer estratégia nesse campo.

O vídeo abaixo representa o que eu quero dizer. É um quadro de 10.000 x 10.000 pixels feito com 12 mil thumbnails de fotos capturadas no BarackObama.com. Um mosaico produzido com uma nova tecnologia da Microsoft, fornecida pelo Silverlight 2.0, que mostra imagens de pessoas que interagiram em algum momento com a campanha, formando o rosto do presidenciável. A obra de arte está no DeepZoomObama.com.

Imagem de Amostra do You Tube

Barack Obama, sentado na sua Obamania, soube engajar as pessoas num movimento de mudança, convencendo-as de que o “we” contido no slogan “Change, we can believe in” tem um real significado, não é só a costumeira falácia corporativa. A sua inteligência de guerrilha reflete a compreensão de que as “ferramentas 2.0″ que agora abundam pelos 4 cantos nada mais são que possibilidades latentes de diálogo e de disseminação de conteúdo pelos seus entusiastas – isso quando bem trabalhadas, levando em conta milhões de fatores extra “meu público tem entre 20-30 anos, e pertence a classe A e B”.

Se hoje, muitos – e me incluo nessa! – ainda não cansaram de vasculhar métricas e tentar grudar com cuspe o “social” com “mídia”, um possível próximo presidente dos Estados Unidos finalmente ensinou algo de útil, principalmente à nobre casta de comunicadores do futuro: como nunca, “we really are the media!”

Via.

TSE quer proibir a liberdade de expressão na internet.

Um parecer técnico do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), visa restringir a ação dos candidatos às eleições municipais deste ano na internet. Segundo o documento, estariam proibidas a publicação de blogs, o envio de spams com as propostas dos candidatos, o chamado e-mail marketing, a participação do político no Second Life, o uso do telemarketing, o envio de mensagens por celular e a veiculação de vídeos em sites como o You Tube.

Resumindo, eles querem proibir os políticos, e o pior, as pessoas de fazer qualquer campanha política nas redes sociais. Querem cercear algo incontrolável que é o direito de expressão na internet. Uma censura ridícula que deixaria o líder chinês, Hu Jintao, orgulhoso.

A internet é democrática. Como bem disse Tiago Dória, não podemos tratar a internet como TV, rádio e revista. Nesses meios não há a troca de informações constante que a internet proporciona. Ou seja, se um político “forçar a barra” no Orkut, blogs e outros meios, vai acabar condenado pela própria rede. E pode ter certeza que nenhum deles está disposto a botar sua imagem e candidatura em jogo por isso.

Eu acredito que há uma certa miopia por parte de quem tomou a decisão. Por eles não terem essa cultura de internet, não participarem dessa imensa conversação que temos na rede, pensam que esse negócio de Orkut, You Tube, Second Life, não tem importância. É só mais um modo de os políticos fazerem propaganda. E proíbem essa comunicação na rede baseados na sua cultura pessoal. Será que eles nunca ouviram falar em Barack Obama? Mesmo com a cobertura completa dos meios de comunicação de massa?

O que seria de Barack Obama sem a internet? Foi com a ajuda das redes sociais que o TSE quer proibir (e várias outras) que o candidato chegou aonde está. Saiu do quase anonimato para uma disputa acirrada com Hillary Clinton pela candidatura democrata nas eleições norte-americanas.

Pra encerrar destaco mais uma prova da miopia e falta de conhecimento dos responsáveis pelo assunto.

No caso dos spams, por exemplo, o parecer informa que a tendência seria liberá-lo, assim como são legais as cartas enviadas pelos políticos às casas de eleitores em época de eleições.

A única excessão que querem abrir é a mais condenável: o SPAM. O mundo tá perdido, quer dizer, o Brasil.

Para mais:

TSE quer controlar campanha na internet.
Parecer do TSE proíbe a busca de votos pela internet.
Para blogueiros juízes brasileiros ainda não compreendem a internet.

Update (10/04/2008)
Para deixar ainda mais claro: isso tudo só entrará em vigor se o parecer técnico for considerado pelo tribunal. Caso contrário nada disso terá valor legal.

Cansei de Ser Sexy: os segredos do vídeo mais assistido no mundo.

Os paulistas curitibanos do Cansei de Ser Sexy já tiveram músicas em seriados da Fox, jogos de videogame e até aqui no nosso Big Brother Brasil. Só que nenhuma delas alcançou o sucesso impressionante de “Music is My Hot Hot Sex”. Mais um exemplo da internet impulsionando bandas. Só que dessa vez de uma maneira um pouco diferente.

Veja bem, a idéia desse post não é discutir a qualidade sonora do CSS. Vamos analisar os influenciadores para que o vídeo chegasse à impressionante marca de mais de 80 milhões de visualizações.

O vídeo mais assistido da história do You Tube.

Internet

Quando o Cansei de Ser Sexy decidiu cantar em inglês, ele sabiam que a probabilidade de fazer sucesso no Brasil era bem remota. O caminho então era ir para o exterior, sem lenço nem documento? Não, internet é a resposta. Foi através dela que eles estimularam o download de suas músicas e venderam alguns EP’s.

A música com uma proposta mais cool, totalmente alinhada ao fenômeno indie lá fora chamou a atenção da Fox, que incluiu uma das faixas no reality-show Simple Life, estrelado por Paris Hilton. Não demorou muito para (com a ajuda de alguns empresários) chamarem a atenção de uma gravadora estrangeira. Assinaram com a norte-americana Sub Pop.

Nick Haley, Apple e iPod Touch

Após o contrato com a Sub Pop o álbum foi lançado na Europa, Estados Unidos e Japão. Aliado a isso, uma turnê da banda por esses países ajudaram a tornar mais conhecido o nome da banda lá fora.

Estava dando tudo tão certo que eles tiveram a sorte de atrair a atenção de um macmaníaco britânico, Nick Haley. Ele criou um comercial despretensioso em homenagem ao iPod Touch. Naquela época não se falava em outra coisa. Aliás que lançamento da Apple não é falado (Macbook Air, iPod, iPhone, etc).

Imagem de Amostra do You Tube

Adivinhem a música escolhida como tema do comercial?

Até aí tudo bem, o vídeo foi comentado na Wired Magazine e se espalhou pelos maiores blogs dos EUA e do mundo. Só que quando Steve Jobs comprou a idéia e veiculou o comercial, o hit ganhou ainda mais força, tanto na internet quanto na mídia televisiva.

Palavras-chave

Começamos analisando o título da música, “Music is My Hot Hot Sex”. Obviamente muito tarado de plantão procurando por um “sexo quente” achou por um acaso o clipe da música. E as visualizações vão aumentando.

Além disso, quem subiu o vídeo para o You Tube foi inteligente na inclusão de palavras-chave populares na rede. E todas elas sem precisar enganar o internauta. Afinal “sexy”, “hot”, “sex” e “boyfriend” tem relação com a música. “Nick”, “haley”, “apple”, “computer”, “commercial”, é relacionado ao comercial. Com tanta visualização ele aproveitou pra fazer campanha para o democrata Barack Obama, colocando nas palavras chaves o nome do candidato.

O Clipe

Talento, trabalho, sorte e uma pitada de internet pra disseminar tudo isso. Esse é o segredo do sucesso do Cansei de Ser Sexy.

Pra finalizar aí está a grande estrela deste post.

Imagem de Amostra do You Tube

Links

* atualizado às 14h20m do dia 06/03/2007

Nem o Google acredita (07/03 – 16:30)

O vídeo continua no ar, mas foi retirado da lista de mais vistos do You Tube ontem à noite. A Folha informa que estão apurando a legitimidade do vídeo.

A última de Barack Obama: Yes We Can

Como disse no post anterior, Barack Obama é um case. Ele está aproveitando como ninguém o poder do CGC (conteúdo gerado pelo consumidor). Esse post do Moriael resume bem toda a campanha. Quero mostrar aqui a última ação que chamou minha atenção.

Liderados por will.i.am (Black Eyed Peas) e Jesse Dylan (produtor, filho de Bob Dylan), mais de 30 artistas gravaram um vídeo baseado em um discurso de Obama após a super terça: Yes We Can. Scarlett Johansson, John Legend, Nicole Scherzinger e Kate Walsh, são alguns dos nomes de peso (por lá) que participaram da gravação.

Imagem de Amostra do You Tube
Veja em alta resolução no: www.yeswecansong.com

Em pouco menos de uma semana o vídeo já é o mais assistido nos últimos 30 dias. São quase 7 milhões e meio de visualizações. Passeando pelas listas você vê mais alguns vídeos de Obama figurando entre os tops. Entre eles, o discurso que inspirou o clipe já figura na lista dos mais vistos das últimas 24 horas.

Outro dado interessante é ver que dentre os links que mais atraíram cliques para o vídeo, está a página de um integrante do My.BarackObama.com, uma comunidade virtual para eleitores do candidato. Alguma dúvida que essa comunidade foi uma sacada de mestre? Os próprios integrantes compartilham a informação entre si e com seus contatos, tornando-se importantes meios na “viralização” de mensagens. Uma ferramenta poderosa para atingir uma grande quantidade de pessoas, com um custo quase zero.

É por essas e outras que Obama ganha cada vez mais adeptos e conquista cada vez mais eleitores norte-americanos. Hoje a Folha noticiou que ele já supera sua rival Hillary Clinton no número de delegados. Yes We Can dá um fôlego a mais nessa disputa entre os democratas e faz Barack Obama acreditar que sim, ele pode.

* update 23:51 – e já tem uma paródia rodando a internet. 

Baú 02: guardado e não publicado, agora compartilhado

Aconteceu de novo. O baú encheu de coisas que separei, mas não tive tempo pra escrever. Pra não deixar vocês desatualizados aí vão os melhores links.

  • Fifa Street 3. Vídeo viral para divulgar o tradicional jogo da EA Sports. Mistura de futebol, com capoeira, kung fu, le parkour, enfim, uma loucura.
  • Arcade Fire mais uma vez. A exemplo do Radiohead, o Arcade Fire mostra como uma banda pode promover-se de uma forma bem diferente. Black Mirror é mais um clipe interativo virtual da banda (lembra do outro?).
  • Gilberto Gil no Youtubiu. Inovação não tem idade. Gil lançou um canal pra colocar músicas inéditas, sua discografia e por aí vai em um canal exclusivo no You Tube. O primeiro músico a investir nesse tipo de ação aqui no Brasil.
  • Heroes a la Skol. Dessa vez você cria filmes legendados com os personagens dessa série que virou febre entre os seriadólatras (?) de plantão.
  • Barack Obama, um candidato 2.0. Quando escrevi por aqui as primeiras ações da campanha não imaginava que ele iria tão longe. A cada notícia que leio fico mais impressionado. A última sacada foi o You Bama, com vários vídeos relacionados à sua candidatura. Barack Obama é um case.

Está aí mais um baú cheio de links bacanas pra você sair clicando. Gostou de algum? Comente!

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