Da Wikipédia à Desciclopédia abundam as possibilidades onde o colaborativismo é protagonista, através das mais diversas motivações e em nome dos mais variados fins. No caso da Wikimap, a idéia é mapear postos de saúde, praças, bares, escolas, lugares para lazer, bibliotecas comunitárias e lan houses em comunidades de baixa renda de todo o país.

Nessa fase piloto do projeto são cinco comunidades participantes no Rio de Janeiro: Complexo do Alemão, Complexo da Maré, Cidade de Deus, Santa Marta e Pavão-Pavãozinho. Desconhecidos até mesmo pela população local, esses lugares escondidos no meio das milhares de ruelas são “pinzados” por moradores da própria região, através de um celular.

Confesso que cheguei a imaginar que algo mais ou menos parecido pudesse acontecer caso o Alles Blau tivesse continuado e evoluído: pessoas de uma região colaborando com a comunidade informando sobre sua rua ou localidade através de um ambiente de troca de conteúdo, e de quebra aprendendo a viver em sociedade. Lembro de como fiquei empolgado com essa possibilidade. Imagino o quão empolgante é também para os adolescentes que participam da iniciativa, tendo a chance de contribuir com a sua família, por meio da ajuda de custo; com a comunidade, através do serviço prestado; e consigo mesmos, com a bolsa de estudos numa faculdade que podem ganhar.

Imagem de Amostra do You Tube

Vale dar uma olhada no blog do projeto. A iniciativa é do Programa Rede Jovem com o apoio da Oi Futuro.

Vi no Fresh Creation.

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5 respostas para Wikimapa – Colaborativismo e inserção social

  1. bergallo disse:

    aí sim!
    ativismo sentado, mas nada preguiçoso.

  2. Luiz Aquino disse:

    Já trabalhei em projetos semelhantes mas cheguei a conclusão que esse tipo de iniciativa serve somente para tirar dinheiro de dedução do IR de grandes empresas.

    Virtualizar a miséria pode parecer bonito, mas são necessário ações que gerem mudança de maneira efetiva. As ONGS confundem a ação do estado ao agir em paralelo com o poder público.

    A velha e boa escola de 1º grau é o meio que deveria ser visto como fator de mudança na sociedade pobre, contudo as ONGS rivalizam com a educação convencional.

    Esse tipo de iniciativa vista como o “pulo do gato” esconde a exclusão de milhares de jovens que ainda estão sob a tutela pública e precisam de muita ajuda.

  3. Ricardo disse:

    Bela iniciativa. É bom quando Mídias Sociais são usadas para boas causas.

  4. Oi Ariel,

    Meu nome é Juliana e sou estudante de Publicidade e Propaganda na FAAP e estiu cursando o 4 semestre.
    Achei mtu legal essa iniciativa da OI, pois pode ajudar muitas pessoas a comecarem a ter uma outra visão das favelas do Rio de Janeiro, além é claro, de proporcionar a essas pessoas carentes de dinheiro para pagar uma faculdade , de ganharem bolsa e se tornarem-um dia- excelentes profissionais.
    As pessoas que tiveram essa idéia estão de PARABÉNS!!
    Se quiser comentar no meu blog, o link é esse: http://juhdavila.wordpress.com/

  5. Olá, Ariel! Trabalho na Edelman, Agência de Comunicação Online da Samsung. É bacana quando as tecnologias contribuem para promover um benefício social como esse. Em 2007, no Mobilefest, me lembro de conhecer o projeto Alô Cidadão http://migre.me/bCgF que utiliza mensagens SMS para divulgar informações como vagas de emprego, lazer gratuito, saúde, educação e atividades comunitárias para moradores de comunidades de baixa renda em Minas Gerais.
    Nesse mesmo evento, foi apresentado http://migre.me/bCkR no qual Motoboys percorrem São Paulo, munidos de celulares com câmera integrada, e fotografam, filmam e publicam em tempo real na Internet suas experiências.
    Legal o blog trazer essas iniciativas. Valeu!

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